Vem Cá, Minha Flor completa 10 anos com lugar garantido para pessoas com deficiência e crianças
Se em anos anteriores as flores já chamavam a atenção, no carnaval de 2026 os foliões estão ainda mais floridos. O bloco Vem Cá, Minha Flor comemora 10 anos e leva para o Centro do Rio um desfile cheio de girassóis, margaridas e rosas, com espaço garantido para crianças, pessoas com deficiência (PCDs) e famílias inteiras.
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A concentração começou às 8h desta segunda-feira na Avenida Marechal Câmara, com início do cortejo às 9h. A dispersão está prevista para 12h, na Presidente Antônio Carlos.
Além das flores, como de costume, o desfile pelo Centro conta com uma ala de bate-bolas da velha guarda de Paciência e também uma ala especial para PCDs e crianças, que desfilam à frente do bloco. Logo atrás, surgem os pernas- de- pau, chamando a atenção de quem acompanha o cortejo.
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Um dos fundadores e produtores do bloco, Leonardo Guidolini, de 37 anos, conta que a expectativa para este ano é alta.
Bárbara Carneiro, de 20 anos, destaca a importância de organização e respeito para garantir a participação de pessoas com deficiência nos blocos de rua
Letícia Guimarães/O Globo
— Este ano é especial. São 10 anos de desfile, então é um Vem Cá, Minha Flor ainda mais florido — afirma.
Além disso, diz, a presença dos bate-bolas nunca deixa de surpreender.
Leonardo também destaca o cuidado com a organização e o horário do desfile.
— A gente vem cada vez mais organizado para proporcionar uma experiência confortável e tranquila para o público. Por isso o bloco é de manhã, para as pessoas aproveitarem sem muito sol— explica.
No repertório, o bloco mantém a mistura que já virou marca registrada.
— Tem sempre novidade. A gente toca muita marchinha, samba carnavalesco, axé, funk e também um set que dialoga com “Lilás”, do Djavan. É bem diversificado e agrada a todos os públicos — diz.
Os bate-bolas sempre surpreendem no Vem Cá, Minha Flor
Lívia Nani
A presença de crianças e pessoas com deficiência é uma constante no bloco. Bárbara Carneiro, de 20 anos, é cadeirante e prova viva disso. Ela destaca a importância de organização e respeito para garantir a participação de pessoas com deficiência nos blocos de rua.
— Muitos blocos dizem que têm ala, mas na prática não respeitam. As pessoas correm, os ambulantes não ajudam, e isso coloca os deficientes em risco — relata.
Para Bárbara, a falta de acessibilidade pode afastar pessoas com deficiência do carnaval.
— Quando não há respeito, as pessoas perdem a coragem de sair. Além do risco físico, isso pode fazer alguém desistir do carnaval e até de atividades da vida cotidiana — afirma. — Independente da deficiência ser visível ou não, é preciso ter senso e respeito. Somos todos normais, cada um do seu jeito.
Segundo a Prefeitura do Rio, mais de 8 milhões de pessoas devem curtir o carnaval na cidade em 2026, sendo 6,8 milhões nos blocos de rua. Para o Vem Cá, Minha Flor, a estimativa da Riotur e dos organizadores é de 35 mil foliões.
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