Veja detalhes das fantasias e dos bastidores dos desfiles do Grupo Especial do Rio

 

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Os olhos — e as câmeras — do planeta estão voltados a Marques de Sapucaí, onde as 12 escolas do Grupo Especial do carnaval do Rio vão se apresentar entre este domingo, 15, e a próxima terça-feira, 17. Mas, nos bastidores, há detalhes que as lentes não conseguem alcançar: os últimos retoques das musas, os truques da bateria e a engenharia por trás dos gigantes carros alegóricos das agremiações.

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Neste domingo, primeiro dia de desfiles do Grupo Especial, atravessam a Avenida Acadêmicos de Niterói, Imperatriz, Portela e Mangueira. Abaixo, veja fotos de detalhes das apresentações.

Três mil maquiados na Imperatriz

Mais de um terço dos 3 mil componentes da Imperatriz vão desfilar maquiados esta noite. Para isso, a escola montou uma linha de produção em um colégio próximo da concentração com 260 maquiadores. Os trabalhos começaram sete horas antes do desfile.

Penúltimo carro da Acadêmicos de Niterói contou com ajuda de guias na condução

João Vitor Costa / Agência O Globo

Ajuda de guias e tecnologia para conduzir carros

Guias ajudaram o motorista da Acadêmicos de Niterói a conduzir os carros da escola. Eles se comunicavam com o piloto por meio de uma câmera, já que ele não tinha visão completa da pista. Os guias chegaram a se deitar no chão para ajudar mais efetivamente na direção da alegoria.

O mesmo aconteceu durante os preparativos para entrada dos carros alegóricos da Imperatriz Leopoldinense — que traz três grandes cabeças em referência ao grupo Secos & Molhados, marco na trajetória de Ney Matogrosso, o homenageado. A visão do motorista era praticamente nula.

As estruturas são tão altas e volumosas que o condutor não consegue enxergar a pista diretamente. Para atravessar a Marquês de Sapucaí, ele depende de tecnologia. Dentro da cabine, há uma pequena tela — um tablet — conectado a uma câmera instalada na parte frontal da alegoria. É por ali que ele acompanha tudo o que acontece à frente: evolução, distância, obstáculos e o fluxo da escola.

— Todos os carros têm esse esquema — revelou o motorista. A telinha funciona como os olhos do veículo em meio ao espetáculo.

Mas a tecnologia não trabalha sozinha. Além da câmera, duas pessoas fazem a função de guia, caminhando ao lado da alegoria para orientar o trajeto, avisar sobre aproximação de alas e ajudar nas curvas.

A combinação de câmera frontal, monitor interno e guias humanos é o que garante que toneladas de estrutura atravessem a Avenida sem comprometer a evolução da escola.