Varizes no verão: cuidados, tratamentos modernos e recuperação rápida
Durante muito tempo, falar em varizes era quase sinônimo de cirurgia hospitalar, longos períodos de repouso e afastamento da rotina. Esse cenário, no entanto, mudou de forma significativa nos últimos anos. Com os avanços da medicina vascular, o tratamento das varizes passou a ser mais preciso, personalizado e, na maioria dos casos, realizado no próprio consultório.
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Segundo a médica Aline Lamaita, cirurgiã vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, nem todos os quadros exigem cirurgia tradicional. “Hoje avaliamos cada paciente de forma individualizada. O tratamento das varizes passou a ser pensado como um plano terapêutico estadiado, feito em etapas, que considera o tipo de veia, os sintomas e os objetivos do paciente, sejam eles funcionais, estéticos ou ambos”, explica.
De acordo com a especialista, essa abordagem permite uma recuperação mais rápida. “Na maioria dos casos, o paciente consegue retomar a rotina em pouco tempo, inclusive atividades típicas do verão, como ir à praia e tomar sol, desde que sejam adotados cuidados simples, como o uso de proteção solar para evitar manchas. Isso era mais difícil com as cirurgias convencionais, que costumavam exigir um período maior de recuperação”, afirma.
O modelo atual possibilita tratar desde microvarizes e vasinhos aparentes até varizes mais profundas, frequentemente associadas a sintomas como dor, inchaço, sensação de peso e cansaço nas pernas. Para isso, procedimentos minimamente invasivos ganharam espaço, como ClaCs, Clafs, laser endovenoso e a técnica ATTA, que oferecem alta eficácia, segurança e retorno rápido às atividades.
O ClaCs, por exemplo, combina laser transdérmico com substâncias esclerosantes e é indicado principalmente para microvarizes e vasinhos delicados, com bons resultados estéticos. Já o Clafs utiliza espuma esclerosante guiada por ultrassom, permitindo tratar varizes internas com precisão, sem necessidade de cirurgia. O laser endovenoso é indicado para veias de maior calibre e promove o fechamento da veia doente por meio de energia térmica aplicada internamente, preservando a circulação saudável ao redor. A técnica ATTA, por sua vez, atua na remoção seletiva das veias varicosas por microacessos, com mínimo trauma aos tecidos e recuperação mais rápida.
A médica destaca que a principal vantagem desses métodos é o fato de atuarem diretamente na veia comprometida, sem cortes extensos ou internação hospitalar. “Na maioria das vezes, o paciente retorna às atividades rapidamente, com pouco ou nenhum afastamento do trabalho”, pontua.
Além do conforto e da praticidade, o tratamento moderno das varizes também tem caráter preventivo. “Varizes e microvarizes tendem a evoluir quando não tratadas, podendo gerar complicações circulatórias e intensificar os sintomas. Cuidar das varizes vai além da estética: é uma forma de preservar a saúde vascular e evitar a progressão da doença”, ressalta.
Segundo a especialista, a busca por soluções menos invasivas, aliada ao avanço tecnológico, explica o aumento da procura por esses procedimentos. “Hoje é possível unir eficiência, segurança e bons resultados estéticos, respeitando o tempo e a rotina do paciente”, afirma.
Para quem convive com desconforto nas pernas ou se incomoda com a aparência das varizes, a recomendação é procurar avaliação especializada. “Cada caso é único. O mais importante é entender que existem alternativas modernas, eficazes e muito menos invasivas do que se imagina”, conclui Aline Lamaita.
