Varejo registra crescimento efetivo em junho, mas distribuição setorial é mais para campo negativo, diz IBGE - QTU Questões do Universo

Varejo registra crescimento efetivo em junho, mas distribuição setorial é mais para campo negativo, diz IBGE

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O aumento de 0,5% das vendas do varejo restrito em junho, ante maio, é um crescimento efetivo, com quatro das atividades em alta e quatro em queda.
A distribuição entre os segmentos pesa mais para o campo negativo.
A avaliação é do gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Cristiano Santos, responsável pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).
"Junho é um resultado de crescimento efetivo e o segundo mês seguido no campo positivo.
No ano inteiro de 2026, o único ponto de queda foi de abril, foram cinco resultados no campo positivo", disse o especialista.
No primeiro semestre de 2026, o varejo restrito – que não inclui veículos e motos, partes e peças, material de construção e atacarejo – cresceu 1,9% em relação a igual período de 2025.
“[Essa variação] é maior do que os fechamentos dos últimos anos.
Em 2025, cresceu 1,6%.
Claro que tem um semestre inteiro para ser apurado [até o fim de 2026], mas este é o resultado até agora”, afirmou Santos.
Apesar desse perfil positivo no primeiro semestre de 2026 e em junho, ele destacou que o mês tem característica de componentes no campo positivo e no campo negativo.
“A distribuição setorial está mais para o lado negativo.
Todas as taxas negativas foram efetivamente quedas, enquanto houve altas mais para estabilidade”, disse.
Na passagem entre maio e junho, ficaram no campo negativo livros, jornais, revistas e papelaria (-9,9%), tecidos, vestuário e calçados (-2,6%), combustíveis e lubrificantes (-1,7%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%).

No campo positivo, estão os segmentos de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%), móveis e eletrodomésticos (0,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%).
Na análise dos fatores macroeconômicos, Santos citou que os positivos são mais numerosos que os fatores negativos.
No primeiro grupo, há a desaceleração na inflação na passagem de maio para junho – inclusive com deflação em alimentação no domicílio –, estabilidade no crédito à pessoa física e aumento de pessoas ocupadas.

Roberto Moreyra/Agência O Globo