Vale dá início a ações em áreas atingidas pelos extravasamentos de água e sedimentos em Ouro Preto e Congonhas
A mineradora Vale deu início às ações nas áreas atingidas pelos extravasamentos de água e sedimentos de duas minas, nas cidades de Ouro Preto e Congonhas, na região central do estado, registradas na semana passada.
Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, a empresa realiza as intervenções para cessar o carreamento de sedimentos, promover o desassoreamento das estruturas e dos cursos d’água atingidos, além de ações para conter e estabilizar as áreas críticas e monitorar a região afetada.
As medidas foram tomadas pela Vale após a Secretaria de Meio Ambiente dar um prazo de 48 horas para a mineradora apresentar e iniciar ações emergencias, além de apresentar um relatório técnico sobre a ocorrência. O prazo foi cumprido e agora a pasta informou que faz análise técnica dos relatórios enviados.
Planos de recuperação de médio e longo prazo também devem ser apresentados pela mineradora, em um prazo estabelecido em 10 dias. Os dois empreendimentos minerários continuam com as atividades parcialmente suspensas até que seja confirmada a estabilidade e segurança das estruturas para a retomada dos trabalhos no local.
Os sedimentos atingiram o Rio Maranhão, que é afluente do Rio Paraopeba. Os dois rios integram uma das principais bacias de abastecimento do estado. Estudos sobre o impacto e possível contaminação dos fluxos d'água ainda são elaborados pela empresa.
O Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Paraopeba também iniciou o monitoramento da área atingida. A bacia é a mesma que foi fortemente impactada pelo rompimento da barragem de Brumadinho, também da Vale, há sete anos.
