Resposta:
Precatório é uma dívida do governo, (pode ser federal, estadual ou municipal) que foi reconhecida como devida, mas que entrou numa fila para ser paga.
Ao longo do tempo, como o valor desses precatórios foi aumentando, e o prazo de pagamento também, surgiu um mercado de compra e venda de precatórios, ajudado também pela tecnologia.
Você pode pensar no precatório como uma carta de crédito do consórcio.
No consórcio, quanto mais cedo você receber a carta de crédito, melhor.
E quanto mais tarde, pior.
No seu caso, se o seu sogro receber só daqui a 15 anos, mesmo com o valor sendo corrigido pela inflação, ele vai ter uma perda.
Isso porque vai deixar de aplicar esse dinheiro e receber juros.
Aí a proposta é boa.
Mas, se ele recebesse antes, em cinco anos, por exemplo, o valor seria equivalente a 70% do valor de hoje.
E daí a proposta é ruim.
Esses 58% que a empresa está oferecendo é equivalente a receber no prazo de oito anos.
Assim, esse é o parâmetro para ter uma base de comparação.
Se ele recebesse antes, aceitar a proposta é ruim.
Mas se ele recebesse depois disso a proposta é boa.
Resumo:
Quem compra esses precatórios, geralmente usa pa ra quitar impostos.
Mas, como o desconto tem relação com o prazo médio de pagamento do governo, e apesar de existir um mercado mais ou menos organizado para os precatórios, cada um pode ter uma característica muito específica.
Então, essas contas financeiras servem como um dos parâmetros para ajudar vocês a decidir entre vender ou esperar, porque o prazo é incerto.
