Val Ceasa e Chiquinho da Mangueira têm recursos rejeitados pelo TRE-RJ e seguem com candidaturas barradas

Val Ceasa e Chiquinho da Mangueira têm recursos rejeitados pelo TRE-RJ e seguem com candidaturas barradas - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) rejeitou, por unanimidade, nesta terça-feira (22), novos recursos apresentados por dois candidatos a deputado estadual e manteve o indeferimento de seus registros. No caso do ex-deputado Val Ceasa (PRD), a Corte manteve a decisão que barrou sua candidatura por entender haver indícios de vínculo eleitoral com o Terceiro Comando Puro (TCP). Já Chiquinho da Mangueira (Avante) teve o registro negado por causa de uma condenação por improbidade administrativa. TRE-RJ indefere registro de candidatura de Val Ceasa à Alerj por indícios de vínculo com organização criminosa TRE-RJ libera candidatura de Rueda à Câmara após parecer contrário do MPE Val Ceasa recorreu da decisão de 1º de setembro, que havia acolhido ação do Ministério Público Eleitoral (MPE) e indeferido seu registro. Nos embargos de declaração, a defesa questionou 13 pontos, alegando omissões e contradições. Entre os indícios apresentados na Corte, Val aparece em uma investigação sobre uma suposta articulação para impedir a demolição de imóveis em Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio. Entre os imóveis estava o chamado “resort” do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, apontado como chefe do TCP. Segundo os elementos da investigação citados na impugnação, Val teria ido a um batalhão da Polícia Militar para interceder contra a operação. Ao analisar os embargos, a relatora, desembargadora eleitoral Tathiana de Carvalho Costa, afirmou que os 13 pontos levantados pela defesa já haviam sido analisados no julgamento anterior. O acórdão afirma que o Tribunal adotou como critério a existência de “indícios robustos, precisos e concordantes” e que a vedação constitucional pode alcançar casos em que o poder armado de uma organização criminosa seja colocado a serviço de uma candidatura. Um dos pontos questionados foi a ida de Val Ceasa ao 16º BPM. Segundo o acórdão, o comandante da unidade não afirmou ter recebido um pedido expresso para suspender, cancelar ou adiar uma operação, nem disse que Val Ceasa havia mencionado o TCP. O Tribunal, porém, considerou o episódio em conjunto com acontecimentos posteriores, como o surgimento de uma faixa anunciando uma “colônia de férias” nos imóveis que seriam alvo da operação, o desmonte de uma academia irregular e a retirada de símbolos ligados ao tráfico. A Secretaria Municipal de Assistência Social também teria certificado que não havia projeto social no local. Na fundamentação incorporada ao acórdão, o Tribunal afirma que o caso se enquadra na hipótese em que o mandato político teria sido colocado a serviço da proteção da organização criminosa. Segundo o voto, Val Ceasa teria usado a autoridade do mandato e seu nome político para dar “blindagem” a uma estrutura criminosa sob uma fachada de assistência social. Chiquinho da Mangueira No caso de Chiquinho da Mangueira, o TRE-RJ também rejeitou, por unanimidade, o recurso da defesa e manteve o indeferimento do registro, decidido pela Corte no último dia 14. O Tribunal considerou que o candidato está inelegível em razão de uma condenação por improbidade administrativa. O relator, desembargador Guilherme Calmon, votou pela rejeição dos argumentos da defesa, acompanhando o parecer do Ministério Público Eleitoral (MPE). Entre na comunidade Eleições 2026 e receba as notícias em primeira mão Descubra qual é a sua posição ideológica. Faça o teste Chiquinho da Mangueira foi preso na Operação Furna da Onça, acusado de envolvimento com um esquema de propinas em 2009. Em janeiro de 2024, foi condenado por improbidade administrativa à suspensão dos direitos políticos por cinco anos, válida até janeiro de 2029. A defesa sustentou que a condenação não configuraria causa de inelegibilidade. A Procuradoria Regional Eleitoral, porém, considerou que a suspensão dos direitos políticos impede o registro da candidatura.

Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X

Deseja ler a íntegra original na fonte jornalística?

Acessar matéria no site O Globo