VÍDEO: Moradores do Alto da Lapa adotam sistema de alerta com alto-falante após onda de assaltos

 

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Moradores da Rua Juvenal de Almeida, no Alto da Lapa, Zona Oeste de São Paulo, implementaram um sistema de alerta com alto-falante para avisar sobre a presença de suspeitos. A medida é uma tentativa de conter a onda de assaltos que atinge a região.

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O equipamento emite um som semelhante a sinais escolares para alertar quem vive na rua sempre que há movimentação considerada suspeita.

Moradores do Alto da Lapa adotam sistema de alerta com alto-falante após onda de assaltos

Além disso, uma guarita com segurança particular foi montada para atender tanto a Juvenal de Almeida quanto a vizinha Rua Majubim.

A rua fica entre as vias Majubim e Dardanelos, próximas à Avenida Diógenes Ribeiro de Lima e a cerca de um quilômetro do Parque Villa-Lobos, área com grande circulação de pedestres.

Além do alerta sonoro, o segurança realiza rondas a cada hora e usa um apito para indicar aos moradores que o patrulhamento está sendo feito. Mesmo assim, as iniciativas não têm sido suficientes para frear a criminalidade, segundo relatos de quem vive no bairro.

Durante mais de uma hora no local, a reportagem não flagrou viaturas da Polícia Militar circulando pelas ruas. A presença mais constante é a de seguranças privados. A região ainda conta com forte estrutura de monitoramento, com prédios com portaria e pelo menos 30 câmeras espalhadas pelo entorno.

O morador Cláudio Santoro afirma que sofreu uma tentativa de assalto na Rua Dardanelos enquanto passeava com o cachorro. Ele diz que o sistema de alerta ajuda na comunicação entre vizinhos, mas não inibe a ação dos criminosos:

"Não sei se vai funcionar, mas pelo menos vai apitar, tem a sirene na guarita ali. Isso daí já faz uns cinco anos que uma moradora resolveu contratar, mas não tinha. É muito raro o assalto, é mais por segurança mesmo, mas agora o negócio está feito. É, mas mesmo assim, agora tem que ficar traumatizado. Eu ando à noite, vou até a esquina e volto correndo, sem relógio, sem aliança."

Já a moradora Carolina Rocha foi assaltada na porta do condomínio onde mora. Segundo ela, após o crime, houve reforço no policiamento, mas a presença diminuiu com o passar dos dias. Ela cobra ações mais efetivas das autoridades.

"Até depois desse assalto, tiveram alguns, e a gente, acho que por dois dias, parou um carro de polícia aqui, e falaram que o policiamento ia ser reforçado na região, mas realmente não passou desses dois dias. Então, o que a gente sente falta mesmo é de um policiamento, de uma vigilância aqui e aí acaba que os vizinhos têm que se mobilizar para fazer isso por conta própria porque o poder público não ajuda."

A região do Alto da Lapa é atendida pelo 7º Distrito Policial.

Dados indicam aumento nos casos de roubo no início de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Em janeiro, foram 133 ocorrências, contra 111 em 2025, alta de cerca de 20%. Em fevereiro, os registros passaram de 129 para 144, crescimento de aproximadamente 11%.

Leia a nota da Secretaria da Segurança Pública:

"As polícias Civil e Militar atuam de forma integrada no combate à criminalidade em todo o Estado, inclusive na região da Lapa, na zona oeste da capital. A SSP ressalta a importância da colaboração da população, com o registro de boletins de ocorrência junto à Polícia Civil — seja por meio da Delegacia Eletrônica ou nas unidades territoriais —, medida essencial para a investigação dos casos e para o direcionamento das ações policiais. Os registros também subsidiam o planejamento da Polícia Militar, permitindo a reorientação do policiamento com base nos locais de maior incidência criminal. De acordo com dados da 3ª Delegacia Seccional (Oeste), responsável pela área, houve redução de 6,73% nos roubos e de 2,35% nos furtos no primeiro bimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No mesmo intervalo, 686 pessoas foram presas ou apreendidas em flagrante, e 60 armas foram retiradas de circulação na região."