USP pune aluno suspeito de estupro com suspensão de aulas e expulsão de moradia

 

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A Universidade de São Paulo (USP) puniu com uma suspensão de 120 dias um estudante suspeito de estupro, que está sendo investigado também pela polícia.

A decisão, segundo a instituição, foi tomada como parte das medidas internas de proteção à vítima, depois apurações feitas com um processo administrativo disciplinar. A queixa foi levada à universidade em outubro de 2024.

O crime teria ocorrido no Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp), onde à época moravam a vítima e o suspeito da agressão sexual.

A medida de suspensão se refere a um entre dois episódios de estupro que teriam ocorrido nesse complexo de moradia estudantil que fica dentro do campus da Cidade Universitária, no Butantã, em São Paulo. O estudante punido com suspensão foi também expulso do imóvel que ocupava.

Os processos estão correndo em segredo de justiça junto à polícia, e os nomes de agressores e vítimas estão sendo preservados. Segundo a USP, em um dos dois casos, a investigação administrativo disciplinar ainda não foi concluída. No outro a execução de medidas cabíveis já está em andamento.

"Os envolvidos foram notificados no início da semana passada", afirmou a reitoria, em comunicado. "Durante todo o processo, as estudantes envolvidas foram acompanhadas por assistentes sociais da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (Prip)."

A universidade não deu detalhes sobre as circunstâncias em que teriam ocorrido os episódios, e afirmou na nota escrita que está sendo cautelosa na apuração, o que justificaria o tempo decorrido entre a denúncia e a reação institucional.

"Os processos seguem o rito da Lei Estadual 10261/68 (por força da Resolução USP 8170/2022), e todos os prazos ali previstos, bem como todas as possibilidades de produção de provas, oitiva de testemunhas, requisições de documentos, tudo para que se garanta o contraditório, a ampla defesa e a legalidade do procedimento", diz o comunicado. "É preciso haver muita cautela na condução desses processos, inclusive para que, em um cenário de judicialização, não se vislumbrem nulidades que comprometam a integridade do processo."

O GLOBO entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo pedindo dados sobre o andamento do caso na Polícia Civil e ainda aguarda informações.