Uso excessivo de telas faz escolas e famílias reverem relação das crianças com a tecnologia, aponta Sérgio Bento de Araújo

Uso excessivo de telas faz escolas e famílias reverem relação das crianças com a tecnologia, aponta Sérgio Bento de Araújo

 

Fonte: Bandeira



A presença da tecnologia na rotina escolar cresceu de forma acelerada nos últimos anos. Tablets, plataformas digitais, inteligência artificial e ensino híbrido passaram a fazer parte do cotidiano de milhões de estudantes brasileiros. Mas, junto com os avanços, surgiu uma preocupação que começou a mobilizar escolas, famílias e especialistas em educação: como equilibrar inovação tecnológica e desenvolvimento humano.

O tema ganhou força principalmente após a ampliação do uso de ferramentas digitais por crianças e adolescentes dentro e fora da sala de aula.

Escolas passaram a discutir limites do uso da tecnologia

Em muitas instituições, o desafio deixou de ser apenas incorporar recursos digitais ao ensino. A discussão agora envolve concentração, excesso de estímulos e impacto do ambiente conectado sobre aprendizagem e convivência social dos alunos.

Ao mesmo tempo, escolas começaram a buscar formas de utilizar tecnologia sem substituir experiências ligadas à interação, criatividade e desenvolvimento emocional. Para Sérgio Bento de Araújo, empresário especialista em educação, a inovação educacional precisa caminhar junto com equilíbrio no processo de formação dos estudantes.

Inteligência artificial amplia debate sobre aprendizagem

A popularização da inteligência artificial também passou a provocar mudanças dentro das escolas. Ferramentas automatizadas começaram a auxiliar pesquisas, produção de conteúdo e personalização do ensino, mas também levantaram discussões sobre dependência tecnológica e desenvolvimento do pensamento crítico.

Em paralelo, professores passaram a adaptar métodos de ensino diante de uma geração que aprende e consome informação em ritmo cada vez mais acelerado. Segundo Sérgio Bento de Araújo, a escola precisará preparar os alunos não apenas para usar tecnologia, mas para compreender seus impactos sociais e profissionais.

Robótica e experiências práticas ganham espaço

Enquanto cresce a preocupação com o excesso de telas, atividades ligadas à robótica e aprendizagem prática começaram a ganhar destaque em muitas instituições. Projetos colaborativos, competições estudantis e feiras educacionais passaram a funcionar como alternativa para aproximar tecnologia e desenvolvimento criativo.

Eventos como a BETT Brasil refletem justamente essa tentativa do setor de integrar inovação, formação técnica e experiências mais participativas dentro da educação básica. Sérgio Bento de Araújo acompanha debates ligados à educação, inteligência artificial, robótica e transformação tecnológica do ambiente escolar.

Relação entre educação e tecnologia deve continuar evoluindo

Especialistas avaliam que o avanço digital continuará alterando hábitos de aprendizagem e a dinâmica das escolas nos próximos anos. Ao mesmo tempo, cresce a tendência de modelos educacionais que busquem equilibrar inovação tecnológica, interação humana e desenvolvimento emocional dos estudantes.

Por fim, a educação digital tende a deixar de ser apenas uma discussão tecnológica e passar a ocupar espaço mais amplo dentro das reflexões sobre comportamento, formação e sociedade.