Uso de escadas e menos ar-condicionado no trabalho: Tailândia adota medidas para economizar energia em meio à guerra no Oriente Médio

 

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O governo da Tailândia deu início nesta terça-feira a um plano de contingência para economizar energia no país. Afetado pela crise de fornecimento de petróleo, em consequência da guerra no Oriente Médio e do bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, o país deu início às ações com o objetivo de prevenir uma crise energética interna.

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As medidas anunciadas — direcionadas a funcionários públicos, mas sugeridas também para o setor privado — incluem a obrigatoriedade do trabalho remoto, além do cancelamento das viagens para o exterior, exceto em casos de extrema necessidade.

O governo indicou o uso de escadas em vez de elevadores em caso de deslocamentos curtos e também a utilização moderada do ar-condicionado, com temperaturas entre 26 e 27 graus Celsius. Caso os funcionários não estejam em compromissos formais, haverá liberação do uso de vestimentas curtas e mais frescas.

Segundo o ministro da Energia da Tailândia, Auttapol Rerkpiboon, o país ainda não enfrenta uma situação de crise, mas há recomendações mais "extremas" caso a situação se agrave. Diminuir a intensidade da iluminação em outdoors e o fechamento de alguns postos de gasolina a partir das 22h são algumas das soluções para driblar uma possível instabilidade na produção de energia.

Em resposta aos ataques coordenados entre EUA e Israel, o Irã promoveu bloqueios no Estreito de Ormuz, um dos principais canais de distribuição do mundo, trajeto de 20 a 30% do petróleo global. Cinco importantes membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) — Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque — realizam a exportação de suas produções pela via marítima.

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Vietnã segue o exemplo

Também localizado na Ásia e com forte dependência das importações energéticas vindas do Oriente Médio, o Vietnã também anunciou nesta terça-feira recomendações para a população. Segundo a agência de notícias Reuters, o país tem sido um dos principais afetados pela crise de combustíveis.

O Ministério do Comércio vietnamita incentivou as empresas locais a adotarem o regime de trabalho remoto, para reduzir a necessidade de viagens e transporte. A pasta também solicitou ao público para não estocar combustível. A recomendação vem após uma corrida aos postos de gasolina, também nesta terça, formando longas filas na capital Hanói.

O petróleo teve queda de 10% nesta terça-feira no comércio matinal asiático, após o anúncio do presidente americano, Donald Trump, de que a guerra estaria próxima de um fim. Após ter sido negociado na segunda-feira a mais de US$ 100 (cerca de R$ 514) por barril, a tendência é de queda. O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, chegou a US$ 85,29 (aproximadamente R$ 438,84), enquanto o do Brent do mar do Norte atingiu US$ 88,95 (R$ 457,67).