Um recorde de 49 mil pontos: relembre como Oscar Schmidt alcançou número impressionante

 

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Morto nesta sexta-feira, aos 68 anos, Oscar Schmidt marcou seu nome no cenário do basquete nacional e internacional. Principal jogador da história do Brasil na modalidade, o “Mão Santa” — apelido dado pela habilidade nos arremessos de longa distância e, claro, pela precisão — foi, durante 30 anos, o maior pontuador de todos os tempos no basquete mundial. O trono foi conquistado em 1994, quando o ex-ala de 2,05m de altura atuava pelo Fórum Filatelic de Valladolid, na Espanha, chegou a marca de 46.725 pontos, e ultrapassou o lendário Kareem Abdul-Jabbar.

Oficialmente, Oscar anotou 49.737 pontos em 1.615 partidas na carreira (média de 30,7 pontos por jogo) nos dez clubes (Palmeiras, Sírio, América do Rio, Juvecaserta-ITA, Pavia-ITA, Forum Valladolid-ESP, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo) em que atuou durante os 28 anos de carreira. O recorde só foi ultrapassado em 2024, por Lebron James, considerado por muitos o maior jogador da história do basquete mundial.

LeBron pode bater recorde de Oscar Schmidt nesta temporada

Katelyn Mulcahy/Getty Images/AFP e NBA/Divulgação

Respeito internacional

Embora nunca tenha atuado na National Basketball Association (NBA), principal liga de basquete dos Estados Unidos, país criador da modalidade, Oscar é dono de um respeito internacional. São várias as lendas da NBA que deram demonstrações da grandeza do “Mão Santa”.

— Tive grandes momentos no Brasil, joguei basquete com Oscar Schmidt… Acho que ele foi o maior jogador do Brasil na história. Nós jogamos cinco jogos, e ele (Oscar) era imparável. O chute dele… Só queria dizer isso aos fãs do Brasil — afirmou Magic Johnson em 2020, durante evento no Brasil.

Em 2013, Oscar Schmidt foi eleito para o Hall da Fama do Basquete Mundial, que fica nos Estados Unidos. Já em 2017, o brasileiro foi homenageado pelo Brooklyn Nets, de Nova Iorque, com um quadro personalizado com seu nome e o número 14, considerado o da sorte do ex-ala.

A homenagem se deu pois, em 1984, o então New Jersey Nets draftou Oscar Schmidt para atuar pela equipe. No entanto, como na época havia uma regra que não permitia que atletas da NBA jogassem pelas suas respectivas seleções, “Mão Santa” optou pela seleção brasileira e abandonou o sonho de atuar nos Estados Unidos. A norma só foi extinta em 1989.

Oscar Schmidt e Michael Jordan aparecem em destaque no confronto entre Brasil e Estados Unidos, em Barcelona-1992

Anibal Philot / Arquivo O Globo

Entre os vários feitos de Oscar pela seleção brasileira, o principal é a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, quando o Brasil venceu os Estados Unidos na final em Indianápolis.

Além de ser, atualmente, o segundo maior pontuador da história do basquete mundial, Oscar Smichdt também detém outros feitos marcantes na carreira, como o de ser o principal cestinha da história dos Jogos Olímpicos: 1.093 pontos. Tais números só foram possíveis graças aos seus prêmios de primeiro entre os marcadores de Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996. Ele também é o maior cestinha de uma só partidas em uma Olimpíada: 55 pontos contra a Espanha, em Seul.