Um mês após assumir Prefeitura do Rio, Eduardo Cavalieri ainda tenta se descolar de Paes
Analistas políticos apontam que um mês após assumir a Prefeitura do Rio, Eduardo Cavaliere ainda não 'se descolou' totalmente de Eduardo Paes. As reações rápidas aos problemas da cidade são consideradas positivas por especialistas, que pontuam, no entanto, a necessidade de um maior diálogo com as instituições envolvidas nas questões do Rio.
O prefeito mais jovem do Rio já enfrenta reação dos cariocas depois de medidas decretadas por ele. O decreto que endurece regras para veículos elétricos, anunciado após o acidente que matou mãe e filho na Tijuca, abriu embates com o Contran e gerou críticas entre ciclistas.
Outra frente de desgaste envolve o Carnaval. A promessa de ampliar para 15 o número de escolas no Grupo Especial já no próximo desfile esbarrou em resistências da Liesa, que indicou entraves técnicos e institucionais. Após as declarações iniciais, negociações mais recentes apontam para a construção de um plano gradual.
O cientista político e professor da Uerj, Geraldo Tadeu, acredita que as rápidas reações do prefeito são positivas, mas pontua a necessidade de diálogo.
Assim como o antecessor Eduardo Paes, Cavaliere tem usado com frequência as redes sociais para se posicionar. Entre visitas a obras e divulgações de ações da Força Municipal, uma publicação recente repercutiu ao mostrar o prefeito comentando um episódio de agressão contra uma artesã por agentes da Secretaria de Ordem Pública. No vídeo, ele afirma ter determinado o afastamento dos envolvidos.
A cientista política e coordenadora do Laboratório de Política Comparada da UFRJ, Mayra Goulart avalia Cavaliere carrega muitas características de Eduardo Paes e que tem um perfil ainda mais focado em gestão.
Para os próximos meses, o prefeito já sinalizou novas mudanças, como a digitalização do Rio Rotativo por meio do aplicativo Jaé, alterações na atuação de guardadores de carros e a ampliação, a ampliação da Força Municipal e a modernização da frota de ônibus.
