‘Um filme de medo’ e ‘Sagrado’ são os grandes vencedores da 31ª edição do É Tudo Verdade

 

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O É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários anunciou neste sábado os vencedores de sua 31ª edição. Os filmes das competições principais recebem o Troféu É Tudo Verdade, criado por Carlito Carvalhosa, e se tornam elegíveis para consideração para o Oscar. Desde 2018, o É Tudo Verdade é reconhecido como um “Qualifying Festival” pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

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O grande vencedor da Competição Internacional de Longas ou Médias-Metragens foi “Um filme de medo” (Espanha/Portugal), do diretor brasileiro sediado na Espanha Sergio Oksman, que se hospedou com o filho de doze anos em um hotel em Lisboa parecido com aquele abandonado do clássico “O Iluminado”, de Stanley Kubrick. “Em um filme de terror, não há monstros, apenas a distância entre dois mundos, pai e filho. O pai tem medo de herdar os fantasmas do passado, e o filho caminha leve, quase sem sombra”, justificou o júri.

Já as articulações entre família e política propostas pela estreante Jihan em “Meu pai e Gaddafi” receberam dos jurados uma menção honrosa.

Entre os curtas internacionais, o premiado foi “Sonhos de apagão”, de Gabriele Licchelli, Francesco Lorusso e Andrea Settembrini, sobre os blecautes em Cuba. Na mesma categoria, o júri concedeu menção honrosa ao francês “Se não gosta, não olhe”, da diretora estreante Margaux Fournier.

O júri da competição internacional deste ano foi composto pela produtora, realizadora e diretora de fotografia Heloisa Passos (“Eneida”, 2022), pelo documentarista e produtor Ricardo Casas (“El padre de Gardel”, 2014) e pela cineasta Vivian Ostrovsky, homenageada pela retrospectiva desta edição do É Tudo Verdade.

A paulistana Alice Riff venceu a Competição Brasileira de Longas ou Médias-Metragens com “Sagrado”, que mergulha na rotina de professores e funcionários de uma escola pública em Diadema, na Grande São Paulo. “A partir de um material de arquivo que prescinde de explicação, o filme se organiza em espiral até alcançar um plano-sequência final de grande potência, conduzido pelas vozes das crianças. Nesse gesto, simples apenas na aparência, o filme se afirma como uma obra de rara integridade, em que elaboração estética e potência política são indissociáveis”, apontou o júri.

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“Apopcalipse Segundo Baby”, um retrato da cantora Baby do Brasil, dirigido por Rafael Saar, recebeu a menção honrosa na mesma categoria, “por articular, de forma visceral e autêntica, a personalidade da protagonista e sua persona performática, incorporando à própria forma do filme sua força, energia e pulsação”, segundo o júri.

O título de estreia do pernambucano Douglas Henrique, “Os arcos dourados de Olinda”, sobre o embate em torno da instalação de uma unidade da rede McDonald’s, foi escolhido o melhor curta-metragem brasileiro, “pela irreverência e pelo humor na construção de uma narrativa lúdica que surpreende ao reinventar o uso do material de arquivo”, como destacou o júri.

Ainda nessa categoria, o júri concedeu menção honrosa a duas obras: “Filme-Copacabana”, da também estreante Sofia Leão, e “Divino: Sua alma, sua lente”, dirigido por Clea Torres e Gilson Costta.

O júri da competição brasileira foi composto pela documentarista e montadora Carol Benjamin (“Fico te devendo uma carta sobre o Brasil”, 2019), pelo diretor Eryk Rocha (“Rocha que voa”, 2002) e pela pesquisadora e cineasta Helena Tassara.

Este domingo, alguns dos filmes premiados ganham exibições extras no festival. Em São Paulo, na Cinemateca Brasileira, passam “Sonhos de apagão” e “Um filme de medo” (às 16h), mais “Os arcos dourados de Olinda” e “Sagrado” (18h). No Rio, no Esatação Net Rio, a dose se repete: “Sonhos de apagão” e “Um filme de medo” (às 15h); “Os arcos dourados de Olinda” e “Sagrado” (17h30).