Na geração do PS2, entre o sucesso de GTA: San Andreas, Resident Evil 4, e o surgimento genial de Fumito Ueda e suas ideias artísticas com Shadow of the Colossus e ICO, um gênero que se destacou muito na plataforma foi o hack and slash. Quando os jogos passaram a ser 3D, a ação e pancadaria dos beat 'em ups 2D já não eram mais suficientes, então era necessário dar um passo à frente.
Assim, surgiu o hack and slash, gênero responsável por duas das maiores obras do PS2: God of War e Devil May Cry. Capcom e Santa Monica Studios ditaram as bases do hack and slash por anos e, com certeza, estão no panteão do gênero.
Porém, não apenas de passado vive o hack and slash; no PS3 e Xbox 360, tivemos a ascensão da Platinum Games com Bayonetta e a genialidade de Hideki Kamiya, criador de Devil May Cry e diretor de Resident Evil 2 (1998), além de Hideo Kojima produzindo Metal Gear Rising e sua icônica mecânica de fatiar coisas na direção desejada pelo jogador.
Apesar de uma baixa com a maior relevância de gêneros como soulslike, roguelike e até mesmo os RPGs de ação, o hack and slash sempre esteve ali presente com grandes títulos, e em 2026 não foi diferente. Por isso, o IGN Brasil separou quatro jogos hack and slash de 2026 que você deve ficar de olho.
Se tem um estúdio atual capaz de criar qualquer jogo que deseja, esse estúdio é a Remedy Entertainment. Responsáveis por Max Payne, Quantum Break e Alan Wake, a desenvolvedora finlandesa retomou a franquia Control de uma forma bem diferente do que vimos enquanto explorávamos a Casa Antiga no controle de Jesse Faden.
Desta vez, estamos no controle de Dylan Faden, irmão de Jesse, que possui ainda mais poderes paranaturais. Esqueça as armas e tiroteios e abrace a porradaria sem fim.
Control Resonant é intenso em seus combates com diversos inimigos, batalhas de chefes impactantes, golpes de finalização brutais e uma variedade de builds impressionantes. Se você é um jogador de hack and slash, amante de combos aéreos, existem builds para você; se você é do time dos golpes pesados, também é possível descer a marretada em todo inimigo que aparecer na sua frente.
Enfim, Control Resonant não é apenas um dos melhores hack and slash do ano, mas também um dos melhores jogos de 2026. O ano de 2026 tem sido absurdamente incrível para a Capcom.
O pontapé inicial foi dado com o incrível Resident Evil Requiem, e o encerramento não poderia ser melhor. Onimusha: Way of the Sword reviveu a clássica franquia que surgiu no PS2 após mais de 20 anos sem um título inédito e beirou a perfeição.
A melhor definição para o jogo é que ele traz a mesma sensação de assistir a um ótimo anime shonen. As batalhas são excelentes, os chefes são impressionantes, a narrativa e os personagens cativam e emocionam, e tudo isso cercado de um combate muito dinâmico, fluido e agressivo.
Cortar seus inimigos com um Issen é extremamente satisfatório. Esse pode ser um pouco polêmico, mas, ainda assim, foi um bom jogo de 2026.
Marvel's Wolverine trouxe toda a brutalidade do carcaju da Marvel para o PlayStation 5 com um combate visceral. Partir e desmembrar os inimigos com suas garras de adamantium é prazeroso, e a mecânica da barra de fúria, que torna os ataques de Logan ainda mais poderosos conforme você bate, é muito boa e, quando se enche, o mar de sangue está garantido.
Embora a narrativa não seja tão boa quanto a dos jogos anteriores mencionados, Marvel's Wolverine ainda adapta de forma satisfatória o universo dos X-Men e é uma boa escolha para os fãs do mutante e de hack and slash. Esse ainda não lançou, mas já temos algumas coisas a falar.
Phantom Blade Zero promete ser um dos melhores títulos de ação do ano com seu combate intenso, plástico, batalhas de chefe à lá soulslike, e uma variedade de armas e estilos de luta enorme. O jogo chega agora em 28 de outubro, mas o IGN Brasil já teve o prazer de testá-lo antecipadamente.
Em nossa prévia, dissemos: "Saio dessa experiência me recusando a encaixar Phantom Blade Zero como soulslike, parecido com Sekiro ou sequer com Devil May Cry. É um gênero híbrido, um "gênero Phantom Blade".
E com a certeza de que o combate, que já era o grande chamariz, é só a porta de entrada. A exploração, os chefes construídos como coreografias e o cuidado com a origem de cada movimento são o que deixam o jogo memorável."
BR IGN