Um Citroën BX de 1983 com só 76 mil km foi achado numa garagem, e o dono era engenheiro do carro a jato que bateu o recorde de velocidade em terra

Um Citroën BX de 1983 com só 76 mil km foi achado numa garagem, e o dono era engenheiro do carro a jato que bateu o recorde de velocidade em terra - Foto
Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

O achado chamou a atenção de especialistas e entusiastas de carros antigos, principalmente pela história incomum por trás do automóvel. Um Citroën BX 16RS fabricado em 1983 permaneceu esquecido por mais de 35 anos dentro de uma garagem, acumulando poeira, ferrugem e sinais de deterioração.

O veículo, que registra aproximadamente 76 mil quilômetros rodados, pertenceu a John Watkins, engenheiro da Força Aérea Real britânica (RAF) que participou de um dos projetos mais impressionantes da história dos recordes de velocidade. O achado chamou a atenção de especialistas e entusiastas de carros antigos, principalmente pela história incomum por trás do automóvel.

Em outubro de 1983, John Watkins participou do projeto Thrust 2, uma iniciativa que pretendia estabelecer o recorde mundial de velocidade em terra, superando a marca de 1.000 km/h. O projeto utilizava um veículo equipado com motor a jato Rolls-Royce, que alcançou impressionantes 1.047,49 km/h no deserto de Black Rock, em Nevada, nos Estados Unidos.

Enquanto trabalhava nessa experiência, Watkins comprou o Citroën BX 16RS, equipado com motor de 92 cavalos e velocidade máxima de 176 km/h. Depois de utilizar o automóvel durante alguns anos, o engenheiro decidiu guardá-lo em uma garagem seca.

A intenção era presentear sua filha com o veículo quando ela conseguisse a carteira de motorista. Entretanto, o plano nunca se concretizou.

Watkins morreu no final de 2024, e o Citroën continuou abandonado no mesmo lugar. Durante mais de 35 anos, o veículo acumulou sinais de deterioração, enquanto roedores danificaram partes do compartimento do motor.

Veja os detalhes do Citroën BX de 1983 achado numa garagem no vídeo abaixo no canal “The Late Brake Show“. O jornalista Jonny Smith foi responsável por documentar a descoberta e acompanhar a retirada do automóvel.

As condições encontradas revelaram o longo período de abandono. Entre os principais problemas identificados estavam:

O estado de conservação revelou os efeitos de décadas de exposição e abandono. Poeira, ferrugem e sinais de umidade acumulados durante décadas evidenciavam o desgaste da estrutura externa.

A presença de danos provocados por ratos indicava que o interior do veículo também havia sido afetado pelo longo período de abandono. O sistema apresentava conexões de aterramento corroídas, um problema que poderia comprometer o funcionamento elétrico do veículo.

A bateria não apresentava energia suficiente para permitir a partida do motor durante a tentativa de funcionamento. Durante a avaliação mecânica, um profissional verificou a correia dentada, limpou as velas de ignição e a tampa do distribuidor.

Também confirmou que havia produção de faísca. O combustível foi fornecido por meio de um recipiente externo e da bomba mecânica.

Apesar de o motor girar normalmente, a bateria fraca e as conexões elétricas corroídas impediram a partida. Jonny Smith procura agora entusiastas de carros antigos e especialistas em mecânica para ajudar na recuperação do veículo.

Mais do que seu possível valor comercial, o automóvel representa uma ligação direta com um capítulo importante da história da engenharia e dos recordes de velocidade. A descoberta transforma um antigo carro familiar esquecido em uma peça histórica associada a um projeto que ultrapassou os 1.000 km/h.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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