Um celular levado a cada meia hora: Zona Sul do Rio é o epicentro dos furtos de aparelhos no estado

 

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As delegacias da Zona Sul concentram hoje o epicentro dos furtos de celulares no estado. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que, no ano passado, a região registrou 10.586 furtos de aparelhos, alta de 29%, além de 2.037 roubos, um crescimento de 12% em relação a 2024. Na prática, um celular foi levado a cada meia hora apenas nos bairros atendidos pelas delegacias da área.

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Quatro unidades da Zona Sul figuram entre as oito com mais registros de furto de celular em todo o estado. A 14ª DP (Leblon) aparece na segunda posição do ranking geral, com 2.579 casos, um aumento de 53%. Logo atrás vêm a 9ª DP (Catete), com 2.500 ocorrências (alta de 56%); a 12ª DP (Copacabana), com 2.061 casos (alta de 27%); e a 10ª DP (Botafogo), que registrou 1.613 furtos, mantendo estabilidade em relação ao ano anterior. Também aparecem no levantamento a 13ª DP (Ipanema), com 920 registros (mais 50%), e a 15ª DP (Gávea), com 701. A campeã de ocorrências foi a 5ª DP (Mem de Sá, no Centro), com 3.552 casos.

O cenário se agrava em períodos de grandes aglomerações. Durante o carnaval de 2025, um celular foi furtado ou roubado na cidade do Rio a cada seis minutos. Março, mês da folia, concentrou o maior volume de ocorrências do ano, com 4.613 furtos e 2.469 roubos de aparelhos. Embora os roubos tenham maior incidência em áreas da Baixada Fluminense, é na Zona Sul que os furtos se multiplicam, impulsionados pela circulação intensa de moradores, turistas e blocos de rua.

Em todo o estado, 2025 fechou com 72.228 registros de roubos e furtos de celulares, o maior número desde o início da série histórica, em 2003. No Rio e no estado, os furtos cresceram 25% no ano passado, enquanto os roubos avançaram 23%. Na comparação entre os meses de carnaval de 2024 e 2025, houve aumento de 14% nesse tipo de crime.

O prejuízo vai além do valor do telefone. George Kleinau, especialista em cibersegurança do Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação da Firjan Senai, explica que o acesso a dados pessoais, aplicativos bancários e redes sociais pode causar danos muito mais graves. Medidas como bloqueio remoto do chip, ocultação de aplicativos e proteção prévia de dados são fundamentais, especialmente às vésperas do carnaval, quando a exposição aumenta.

— Por pior que seja a perda do aparelho, o maior problema vem depois. O risco de acesso indevido a informações pessoais, documentos e contas bancárias. Neste momento, cada minuto é importante para evitar que o prejuízo seja ainda maior. Por isso é importante estar preparado para saber como agir, tendo já o código IMEI (Identidade Internacional de Equipamento Móvel) anotado e aplicativos e recursos de segurança instalados— alerta Kleinau.

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