Um artista que usa a mídia impressa em suas obras celebra 60 anos de carreira

 

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Expoente da geração pós-neoconcreta e figura central da contracultura brasileira, o artista Luciano Figueiredo está apresentando uma nova série de trabalhos em “Por toda parte escreverei o teu nome”, mostra que será aberta hoje, às 19h, na galeria Anita Schwartz. A exposição na galeria localizada na Gávea, na Zona Sul do Rio, celebra os 60 anos de trajetória de Figueiredo e tem curadoria de Luiz Chrysostomo. Na mostra, o artista volta a usar os elementos dos jornais impressos, como tiras de edições do GLOBO, em seus trabalhos.

Pintor, designer gráfico, poeta e cenógrafo, Figueiredo também foi curador e ex-gestor de importantes instituições culturais. A sua exposição anterior foi na cidade de Weimar, na Alemanha, antiga sede da Bauhaus, escola que revolucionou o ensino da arte, da arquitetura e do design no século passado.

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Para a mostra que será aberta hoje, Luciano trabalhou por quase um ano em seu ateliê, para criar forma com colagens de tiras de papel, manchas, cores e carimbos, “dando vida a uma busca que sempre definiu sua poética”, como lembra Chrysostomo no texto curatorial.

Luciano iniciou sua carreira em 1960 como cenógrafo, em Salvador, mas em 1967 já participou da Bienal Internacional de Arte de São Paulo. Mudou-se em 1969 para o Rio, onde também passou a elaborar projetos gráficos para discos, livros e revistas, como a capa do álbum “Fa-tal — Gal a todo vapor”, de Gal Costa, em 1971, e Navilouca, publicação dos poetas Torquato Neto (1994-1972) e Waly Salomão (1943-2003). O interesse pelo uso das páginas de jornais impresso nasceu no período em que viveu em Londres, de 1972 a 1978.