Um ano após morte de turista no Cristo Redentor, problemas apontados na época ainda não foram resolvidos
Um ano depois da morte de um turista gaúcho que passou mal durante a visita ao Cristo Redentor, ainda não foi resolvido o principal problema exposto pelos familiares e por testemunhas na época: a acessibilidade.
As escadas rolantes até funcionam, mas apresentam falhas frequentes e, por ficarem expostas, às vezes param.
Nesta terça-feira (17), a CBN esteve no local e constatou que a modernização dos elevadores ainda está em andamento. Já a troca das escadas rolantes, alvo frequente de reclamações, não começou.
Pra advogada Sônia Gonçalves, de Porto Alegre, melhorar os acessos faz diferença, principalmente pra quem tem dificuldade de locomoção.
"Deveria ter um reforço maior dos elevadores, né, a gente teve que subir muito de escada, isso nesse sol que tá é mais cansativo, né. Para quem é mais idoso, então, deveria ter mais apoio, a gente até teve água, tinha muita gente para pegar o elevador e a escada, acho que só tinha uma funcionando, e aí esse foi a principal questão, mas foi uma experiência boa, era o sonho nosso conhecer o Cristo".
Foi justamente nas escadarias que, na manhã de 16 de março de 2025, o turista Jorge Alex Duarte passou mal e sofreu um infarto durante a visita.
Na época, a família afirmou que o socorro demorou cerca de 30 minutos e que esse tempo teria sido decisivo.
O analista ambiental do ICMBio, Gabriel Machado, responsável pela administração do Corcovado, afirma que o atendimento foi reforçado e que as obras são complexas, já que exigem etapas técnicas e autorizações por se tratar de um patrimônio tombado.
"Uma UTI móvel em todo o período de visitação, com médico, com enfermeiro, pontos de hidratação disponíveis. A gente tem trabalhado na modernização dos elevadores, que vão estar prontos agora em 2026. Também estamos trabalhando na modernização das escadas rolantes. Um grande desafio que a gente tem aqui é o lado das autorizações do patrimônio histórico, a gente está trabalhando com o bem tombado. E a outra questão é fazer tudo isso sem interromper a visitação. Então todas as obras estão sendo realizadas sem interromper a visitação".
A promessa é que novos elevadores comecem a funcionar ainda este ano. Já as novas escadas rolantes ainda dependem de contratação e liberações. Elas só devem ser concluídas mais adiante, sem data definida.
As obras preveem um investimento total de cerca de 14 milhões de reais, com recursos de compensação ambiental ligados à Petrobras, e execução do ICMBio.
