Um ano após morte de Gene Hackman, herança do ator permanece sem solução no tribunal, numa batalha judicial
Em 27 de fevereiro de 2025, a notícia da morte de Gene Hackman e sua esposa, Betsy Arakawa, chocou o mundo: um dia antes, a polícia havia encontrado seus corpos em sua mansão em Santa Fé, no Novo México, Estados Unidos. Um ano após a tragédia, o patrimônio do célebre ator de Hollywood, avaliado em US$ 80 milhões, ainda não tem herdeiros designados e seu futuro está envolvido em uma batalha judicial.
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Segundo o site de notícias americano Page Six, citando documentos judiciais, em 6 de março de 2025, a advogada Julia L. Peters solicitou sua nomeação como representante legal do espólio de Hackman. De acordo com os autos do processo, a primeira pessoa indicada pelo ator para exercer essa função em caso de falecimento foi Arakawa. Seu advogado, Michael G. Sutin, foi o segundo na lista, e Peters, o terceiro.
“Julia L. Peters tem prioridade para ser nomeada representante legal após os falecimentos de Betsy Arakawa Hackman e Michael G. Sutin”, afirma o documento judicial. “Julia L. Peters aceita a nomeação como representante legal”, acrescenta. O testamento de Hackman — que Peters considera “validamente executado” — é datado de 7 de junho de 2005 e foi incluído nos autos do processo.
Embora o astro de "Mississippi em Chamas" tenha incluído Christopher, Elizabeth e Leslie — seus três filhos com a ex-esposa Faye Maltese — em seu testamento, ele não nomeou nenhum deles como seu representante legal. Além disso, antes de falecer, ele criou dois fundos fiduciários: o Gene Hackman Living Trust e o GeBe Revocable Trust. Em 17 de março de 2025, Peters entrou com um novo pedido para que a Avalon Trust, LLC, a empresa financeira onde atua como principal consultora e sócia, fosse nomeada como administradora sucessora de ambos os fundos.
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Documentos judiciais afirmam que a Avalon “está na melhor posição para executar de forma justa e precisa as instruções e desejos finais do Sr. Hackman, de acordo com sua intenção”. Em relação à decisão de criar dois fundos fiduciários separados, o especialista jurídico Gregory Doll explicou ao Page Six que “os fundos fiduciários são comumente usados para evitar o processo de inventário e permitir que os ativos sejam administrados de forma privada”. O conflito, portanto, reside em determinar qual pessoa ou empresa será autorizada a administrar esses fundos.
Em relação aos filhos do ator, o advogado Gregory W. MacKenzie compareceu ao tribunal em nome deles em 20 de março de 2025. Essa foi sua única intervenção formal no caso. "O fato de ele não ter apresentado nenhum documento desde então significa que provavelmente não houve nenhum problema que tenha preocupado os filhos sobre como o tribunal lidou com a situação até o momento", analisou Doll.
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Em 24 de outubro de 2025, Peters informou ter preparado um inventário dos bens de Hackman na época de seu falecimento, no que foi o último documento judicial registrado até o momento. O caso permanece em andamento.
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Autoridades do Condado de Santa Fé concluíram que a pianista morreu em 11 de fevereiro devido a complicações do hantavírus, uma grave doença viral transmitida aos humanos por roedores infectados. Enquanto isso, o ator de "Os Excêntricos Tenenbaums" morreu em 18 de fevereiro de insuficiência cardíaca; ele também sofria de Alzheimer, o que pode tê-lo impedido de perceber a ausência e a morte de sua esposa.
Quando os corpos foram encontrados, ele estava no chão da cozinha, ao lado de sua bengala e óculos de sol; enquanto ela foi encontrada em um dos banheiros com o aquecedor portátil ligado. Zinna, uma das cachorras do casal, também foi encontrada junto com eles. De acordo com um relatório preparado pelo laboratório veterinário do Departamento de Agricultura do estado e obtido pela Associated Press, a cadela provavelmente morreu de desidratação e inanição. Os outros dois cães do casal foram resgatados.
