Ulisses em 'Quem ama cuida', Alexandre Borges diz ser avesso aos jogos de azar, mas ainda bota fé em viver um romance: 'Quero amar'
Na roleta da vida, Ulisses (Alexandre Borges) escolheu apostar na sorte.
Uma hora ele ganha dinheiro, mas em muitas outras, perde.
O vício não escolhe endereço e pode levar qualquer pessoa a passar por momentos de sufoco.
Isso chega ao ápice em “Quem ama cuida’’ agora, quando o empresário é raptado na história.
O marido de Fábia (Flávia Alessandra) sofre um sequestro após atrasar o pagamento da dívida que tem com um agiota.
Para o intérprete Alexandre Borges, o vício de seu personagem é um reflexo de sua instabilidade emocional.
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— Ulisses está sempre em xeque e, no auge da dependência do jogo, acaba em desequilíbrio familiar.
A mulher e os filhos não sabem do vício e querem manter um padrão de vida que ele não consegue mais proporcionar.
Quando se tem uma compulsão, a própria vida te dá rasteiras.
Ao chegar no fundo do poço é que se consegue dar a volta por cima — acredita o ator de 60 anos.
Diferentemente da ficção, Alexandre conta não ter interesse em jogatinas.
Ele recorda que, quando tinha 17 anos, chegou a perder uma boa grana num jogo dos três copinhos: uma pessoa coloca um objeto debaixo de um dos copos, mexe, e a outra descobre em qual dos três o objeto está.
— Fui apostar naquilo, crente que ia ganhar.
Eu tinha certeza de que a bolinha estava em determinado copo.
Gastei metade da grana suada que juntei durante três meses.
Foi uma das maiores tristezas e desilusões que eu tive.
Fiquei com ódio.
Depois disso, nunca mais joguei.
Me senti um idiota — admite.
Ulisses (Alexandre Borges) e Pilar (Isabel Teixeira) na novela "Quem ama cuida"
Manoella Mello/Rede Globo
Mas se tem uma coisa em que o artista ainda aposta é no amor.
O ator está solteiro há mais de uma década, desde que terminou o casamento de 22 anos com a atriz Julia Lemmertz.
Mas ele avisa que não está fechado para romances.
— Estou buscando um novo amor com calma, confiante de que vai acontecer.
O amor é assim, né? Não adianta procurar.
Você tem que estar um pouco distraído.
Já tive grandes amores, graças a Deus.
Amar é muito bom.
Ter uma pessoa ao seu lado é maravilhoso.
Eu sempre quero amar”, avisa.
Julia Lemmertz com Alexandre Borges e o recém-nascido Miguel, em 2000
Carlos Ivan
Na novela das nove, a família de Ulisses nem imagina as dívidas que ele acumula e só quer viver na mordomia.
Alexandre, por sua vez, conta que não liga para ostentação, só não abre mão de conhecer o mundo.
“Meu luxo é viagem.
Sempre foi um investimento para o meu conhecimento.
Gosto muito de viajar para a Europa, de história, de museus...
Isso me deixa feliz”, enfatiza.
O ator se define como um cara mais ponderado.
De uma família de classe média de Santos, no litoral de São Paulo, durante sua juventude ele se virou para ajudar em casa: “Na minha adolescência, eu fazia uns bicos e procurava garantir meu ganha-pão.
Cheguei a vender sanduíche natural e salada de fruta na praia durante o verão.
Mas sempre quis ser ator e fiz de tudo para conseguir me sustentar com essa profissão.
Nunca achei que eu ganharia muito dinheiro.
Para a minha família, isso sempre foi alvo de preocupação.
Tive que correr atrás e fazer acontecer”, conta.
Em 'Quem ama cuida', Fábia desconfia de traição de Ulisses
Fábia (Flavia Alessandra) e Ulisses (Alexandre Borges) em 'Quem ama cuida'
Manoella Mello/ Rede Globo/ Divulgação
Embora ame o marido, Fábia (Flávia Alessandra) desconfia de que seja traída por ele.
Para Alexandre, essa possibilidade é inviável.
“Não acho que Ulisses faria isso.
Ele é completamente apaixonado pela Fábia, um cara família.
A vontade de ganhar uma bolada também vem da ideia, um pouco antiquada, de ele ser um macho provedor que tem que dar o luxo que a família precisa”, avalia o ator, que faz seu terceiro par romântico com Flávia.
