UFMG e Embrapii anunciam centro de pesquisa para criação de vacinas com tecnologia de RNA - QTU Questões do Universo

UFMG e Embrapii anunciam centro de pesquisa para criação de vacinas com tecnologia de RNA

Fonte: Bandeira da fonte

A tecnologia de RNA, que teve papel fundamental no desenvolvimento das vacinas contra a Covid-19, será o foco de um novo centro de pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais.
A UFMG e a Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, oficializaram, nesta segunda-feira (31), a implantação do Centro de Competência Embrapii em Terapias e Vacinas com RNA, no BH-TEC, em Belo Horizonte.
O projeto terá investimento de R$ 60 milhões ao longo dos próximos quatro anos e será dedicado ao desenvolvimento de novas aplicações da tecnologia na área da saúde.
Entre os primeiros estudos está uma vacina de RNA que, segundo os responsáveis pelo centro, é uma tecnologia ainda inédita no mundo.
Além da produção de vacinas, a estrutura também vai pesquisar o uso do RNA em tratamentos contra o câncer e outras doenças, como explica a coordenadora do CTV-RNA e professora da UFMG Santuza Teixeira.

"Recentemente, foi divulgado o resultado de um estudo clínico de fase 3 de uma vacina de RNA contra melanoma.
Então, isso é muito importante, isso é uma avanço super importante porque ele treina o organismo da pessoa a reconhecer a célula cancerígena, o tumor que destrói a célula tumoral.
Então, para outros tipos de câncer, vai ser espetacular", explicou.

A proposta é ampliar o domínio nacional sobre uma tecnologia considerada estratégica para a inovação na área de saúde e acelerar o desenvolvimento de novos produtos e terapias.
O diretor do BH-TEC, Marco Crocco, destaca que o novo centro também aproxima a universidade da sociedade e facilita a transferência de conhecimento.

"Ter uma unidade, um centro de competência da Embrapii, fortalece exatamente essa função do parque, que é um espaço onde a gente tem conexão com a sociedade, um espaço onde a universidade pode justamente transferir de uma forma mais ágil, mais específica, mais direcionada o seu conhecimento.
Então, ter essa unidade aqui para nós é fundamental, porque não só fortalece esse ambiente, essa ponte que é o parque, né, como também a gente acredita que ajudamos a universidade a fazer sua função social."
A expectativa é que o centro reúna pesquisadores, instituições e empresas para transformar os resultados das pesquisas em soluções aplicáveis à população, fortalecendo a capacidade brasileira de desenvolver tecnologias de saúde de forma independente.