Uefa, Concacaf e AFC criticam Infantino e dizem que futebol "não pertence a nenhum indivíduo" - QTU Questões do Universo

Uefa, Concacaf e AFC criticam Infantino e dizem que futebol "não pertence a nenhum indivíduo"

Fonte: Bandeira da fonte

Uefa, Concacaf e AFC voltaram a criticar o presidente da Fifa, Gianni Infantino, nesta segunda-feira.
Em uma carta conjunta dirigida à "família do futebol", as três confederações afirmaram que o futebol "não pertence a nenhum indivíduo" e defenderam que a liderança esportiva deve estar submetida ao interesse coletivo.

"A liderança no futebol não é uma posse.
Não se trata de conservar —ou exigir— o poder para si mesmo", escreveram as entidades.

Na sequência, Uefa, Concacaf e AFC afirmaram que a autoridade confiada a dirigentes pode ser perdida quando há quebra de confiança.

"Quando a confiança é rompida por meio de engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou a autoridade, esse dever foi abandonado", acrescentaram as confederações.

 

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@@

A carta foi publicada em meio às críticas dirigidas a Infantino, mas as três entidades não mencionaram nominalmente o presidente da Fifa no documento.

Críticas extrapolam o futebol
No fim de julho, o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, afirmou que Gianni Infantino é "a pessoa errada" para comandar a Fifa e classificou uma proposta de Infantino para abrir parte dos direitos comerciais da entidade ao mercado como "ultrajante".
Segundo ele, o simples fato de a iniciativa ter sido cogitada já colocava em dúvida a capacidade do dirigente de permanecer à frente da organização.

A manifestação reforçou a pressão sobre o presidente da Fifa, que já enfrentava oposição aberta das principais confederações do futebol mundial.
Em comunicado, a Uefa chegou a afirmar que a atual liderança da entidade perdeu a confiança não apenas da organização europeia, mas também de "muitos outros membros da família do futebol".

A entidade ainda agradeceu o apoio recebido de torcedores, clubes, ligas, jogadores e também de primeiros-ministros e chefes de Estado que criticaram a proposta.