UE sinalizou que voltará a comprar frango, diz Ministério da Agricultura

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Fonte da notícia: Globo Rural Globo Rural

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Cleber Oliveira Soares, disse ontem (16) que autoridades europeias enviaram na última segunda-feira (14) correspondência oficial informando que “votaram e aceitaram” os controles adotados pelo Brasil em relação ao uso de antimicrobianos na cadeia produtiva de alimentos voltados ao bloco. Há expectativa, agora, de retomada das exportações brasileiras de frango ao mercado europeu.

“Na segunda-feira, as autoridades da União Europeia enviaram correspondência oficial informando que votaram e aceitaram os protocolos [...] de retorno das exportações de carne de frango do Brasil à União Europeia. Muito em breve [...] retomaremos a relistagem do Brasil para a União Europeia”, disse Soares em evento da Datagro em São Paulo.

Em maio, a Comissão Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal, como carne bovina e de frango, ovos, mel e pescados, ao bloco. A suspensão entrou vigor em 3 de setembro. Os europeus alegam que o Brasil falhou em comprovar o cumprimento de regras referentes ao controle de antimicrobianos nas cadeias de produtos de origem animal. A Europa proíbe o uso desses produtos como promotores de crescimento, bem como medicamentos usados para tratar infecções humanas. Leia também Importadores da UE fizeram estoques de frango do Brasil antes de suspensão Exportações de carne de frango tiveram melhor primeiro semestre da história Antes de suspensão das compras do Brasil pela UE, empresas exportadoras de frango intensificaram as vendas ao mercado europeu. Os estoques seriam suficientes para suprir aquele mercado ao menos em setembro, disse uma fonte do setor, o que atenuaria o impacto da interrupção tanto para exportadores como para importadores do bloco. De janeiro a agosto, os volumes de frango brasileiro vendidos à Europa superaram os do ano passado mês após mês. Em janeiro, a alta foi de 24,4% em relação ao mesmo mês de 2025; fevereiro, 46,3%; março, 33,7%; abril, 23,1%; maio. A partir de junho, os aumentos foram ainda mais expressivos, pois se compararam ao período de 2025 em que as importações de frango do bloco estavam suspensas em razão do caso de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil. Cleber Oliveira Soares disse ainda que, no próximo domingo (20), o ministério receberá uma missão da China que vai inspecionar estabelecimentos de miúdos de bovinos e de suínos, e ainda vai visitar unidades frigoríficas habilitadas mas temporariamente suspensas. Plantas que buscam habilitação também serão inspecionadas. A missão técnica chinesa inspecionará, ao todo, 17 unidades que buscam aprovação para exportar ao país, conforme informou o Valor na segunda-feira (14). A lista inclui fabricantes de carnes bovina, suína e de aves, como JBS, Minerva e MBRF. Já na lista de estabelecimentos de carne bovina suspensos estão unidades da JBS, Prima Foods, Frialto e SulBeef. O motivo principal das suspensões foi a identificação de resíduos nas cargas que chegaram aos portos chineses. Soares lembrou que foram concluídas recentemente outras duas missões, da Coreia do Sul e do Japão, países que ainda não compram carne bovina do Brasil. Há expectativa de abertura de ambos em um futuro próximo.

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