Um dia depois do acordo histórico na Justiça americana, pelo qual a Meta concordou em pagar uma indenização de US$ 17 bilhões (R$ 87,5 bilhões) e a rever o design de Instagram e Facebook para evitar danos à saúde mental de crianças e adolescentes, a União Europeia afirmou esperar que a empresa "também proteja" os jovens do bloco europeu.
As mudanças da Meta no Instagram e no Facebook serão aplicadas, por enquanto, apenas aos usuários nos Estados Unidos, disse um porta-voz da companhia.
As novas medidas de proteção incluem limites para o tempo que usuários mais jovens podem passar nos aplicativos e restrições à desativação das configurações de segurança.
A empresa acompanhará essas mudanças, e a Meta continuará dialogando com outros governos, disse um porta-voz da companhia.
O impacto das redes sociais sobre as crianças vem recebendo cada vez mais atenção de parlamentares em todo o mundo.
Reguladores de mais de duas dezenas de países já implementaram ou estão considerando restrições ao acesso de crianças e adolescentes aos serviços da Meta e de outras gigantes das redes sociais, como o TikTok e o Snapchat.
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"É interessante que eles tenham escolhido chegar a um acordo ontem, em vez de continuar lutando contra isso", disse Pat McFadden, secretário de Estado britânico do Trabalho e Previdência Social, à BBC, em entrevista na quinta-feira (27).
"Essa é uma questão enorme para os pais neste país e para governos de todo o mundo no que diz respeito à forma de regulamentá-la".
O Reino Unido anunciou planos para proibir menores de 16 anos de usar os aplicativos e propôs limites de horário para adolescentes mais velhos.
"Não queremos chegar a uma situação em que as crianças nos EUA tenham um nível de proteção maior do que as crianças daqui", disse McFadden.
O acordo nos EUA representa “um marco que servirá de referência para o resto do mundo”, afirmou Matthew Bergman, fundador do Social Media Victims Law Center, em comunicado.
“A Meta e outras plataformas de redes sociais que deliberadamente viciam crianças e causam danos irreparáveis, e até mesmo mortes, precisam ser responsabilizadas não apenas nos EUA, mas em outros países de todo o mundo.”
