UE avança para impor sanções contra autoridades iranianas responsáveis por bloqueio de Ormuz

UE avança para impor sanções contra autoridades iranianas responsáveis por bloqueio de Ormuz

 

Fonte: Bandeira



A União Europeia avançou nesta sexta-feira (22) para impor sanções contra autoridades iranianas e outros responsáveis ​​pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, informou o bloco econômico europeu.

Considerando o bloqueio 'contrário ao direito internacional', os governos da UE tomaram uma medida técnica para ampliar o escopo do regime de sanções contra o Irã, permitindo que mais indivíduos fossem incluídos.

'A UE agora poderá introduzir novas medidas restritivas em resposta às ações do Irã que prejudicam a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz', afirmou o Conselho Europeu, que representa os países da UE.

As medidas punitivas contra o Irã visavam anteriormente o apoio militar do país à Rússia em sua guerra contra a Ucrânia e a grupos armados em todo o Oriente Médio.

A União Europeia também impôs sanções por violações dos direitos humanos no país.

A UE não divulgou imediatamente os nomes de quaisquer indivíduos ou entidades que seriam alvo das novas sanções, que consistem em proibições de viagem e congelamento de bens.

Os cidadãos e empresas da UE também ficarão proibidos de disponibilizar fundos, ativos financeiros ou outros recursos econômicos às pessoas listadas.

Rubio admite 'plano B' caso EUA não cheguem a acordo com o Irã

Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio

Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, respondeu a repórteres na Suécia em uma reunião da OTAN que a ideia dos Estados Unidos é seguir em um acordo com o Irã, além de que o Estreito de Ormuz e que o país abandone suas 'ambições nucleares'.

No entanto, Rubio deixou claro que o governo Trump possui um 'plano B', mas dizendo que esperava não ser preciso acionar.

'Mas também precisamos de um Plano B, e o Plano B é: e se o Irã se recusar a abrir o estreito? E se o Irã decidir: 'Recusamos abrir o estreito, vamos nos apropriar dele e cobrar pedágio?' Bem, nesse ponto, algo precisa ser feito a respeito'.

O Irã reiterou que não considera as exigências feitas aos Estados Unidos como concessões, mas simplesmente como respeito aos seus direitos. A afirmação é do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, defendendo que não quer nenhuma 'concessão dos EUA'.

Em declarações republicadas pela agência de notícias Tasnim, o porta-voz relembrou das sanções, que chamou de 'paralisantes', americanas culpando um desenvolvimento nuclear.

Portanto, defendeu, 'exigimos o fim das ações criminosas dos Estados Unidos contra a nação iraniana. As sanções devem ser suspensas e os ativos congelados do Irã devem ser descongelados e disponibilizados ao país', explicou.

'Eles devem tomar medidas para acabar com o chamado bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, o que é completamente contrário ao direito internacional', completou.