Ucrânia atinge fragata russa com drones no Mar Negro e amplia ofensiva a alvos estratégicos; veja vídeo
A Ucrânia realizou um ataque com drones durante a noite no porto de Novorossiysk, no Mar Negro, tendo como alvo uma fragata russa equipada com mísseis de cruzeiro Kalibr — frequentemente utilizados contra cidades ucranianas. Segundo informações iniciais, o navio atingido seria a “Admiral Grigorovich”, um dos principais meios da marinha russa na região.
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De acordo com os relatos, a embarcação acionou seus sistemas de defesa aérea para tentar interceptar os drones, mas não conseguiu evitar ser atingida. A fragata integra a classe Burevestnik, de navios de patrulha, e pode transportar até oito mísseis de cruzeiro de alta precisão Kalibr, além de dispor de sistemas capazes de lançar dezenas de mísseis antiaéreos. A extensão dos danos ainda está sendo avaliada por fontes de inteligência.
Ucrânia atinge fragata russa com drones no Mar Negro e amplia ofensiva
O ataque faz parte de uma estratégia crescente de Kiev para levar a guerra além da linha de frente, atingindo infraestruturas e meios militares em território russo. A operação teria sido conduzida por unidades especializadas em sistemas não tripulados, com coordenação dos serviços de segurança ucranianos.
Além da fragata, também foi atingida a plataforma de perfuração offshore Sivash, indicando uma ampliação do alcance dos ataques contra ativos estratégicos ligados à logística e ao setor energético da Rússia.
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Apesar das primeiras indicações apontarem para a “Admiral Grigorovich”, analistas independentes levantam dúvidas sobre o alvo. Projetos de análise com base em fontes abertas (OSINT) sugerem que o navio pode estar destacado no Mediterrâneo, o que levanta a possibilidade de o alvo ter sido outra fragata da mesma classe, como a “Admiral Makarov” ou a “Admiral Essen”, ambas estacionadas em Novorossiysk. Uma dessas embarcações já teria sido danificada em operações anteriores.
O episódio ocorre no contexto de uma escalada de ataques aéreos contra território russo. Autoridades russas confirmaram uma ofensiva com drones na região de Krasnodar. Segundo o governador Veniamin Kondratyev, oito pessoas ficaram feridas em Novorossiysk, incluindo duas crianças, e houve danos em seis edifícios residenciais e duas casas particulares.
Ele afirmou ainda que destroços de drones foram encontrados em áreas de várias empresas, sem detalhar quais. Já o canal independente russo ASTRA, na plataforma Telegram, informou que o terminal de petróleo Sheskharis — um dos maiores e mais estratégicos da Rússia — também foi alvo do ataque. A instalação já havia sido atingida no início de março deste ano e sofreu danos em novembro de 2025.
Desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, diversas instalações em território russo passaram a ser alvo de ataques aéreos. Refinarias de petróleo figuraram entre os principais alvos em 2024 e 2025, assim como estruturas em áreas ocupadas da Ucrânia.
O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirmou a maioria das ofensivas, afirmando que as forças de defesa “implementam sistematicamente medidas destinadas a reduzir o potencial de combate das forças de ocupação russas, bem como a forçar a Federação Russa a cessar a agressão armada contra a Ucrânia”.
O ataque em Novorossiysk ilustra uma nova fase do conflito, marcada pelo uso intensivo de drones para atingir alvos de alto valor estratégico dentro do território russo. Ao mesmo tempo, evidencia uma mudança simbólica: embarcações utilizadas para lançar ataques contra cidades tornam-se também vulneráveis a operações de retaliação.
