O clássico regional Uberlândia x Mamoré tem 51 expulsões recorde mundial após uma briga generalizada nos acréscimos do segundo tempo na tarde desta quinta-feira, 05 de novembro de 2026, no interior de Minas Gerais. O duelo válido pelo Módulo II do Campeonato Mineiro Sub-20 terminou com vitória da equipe de Patos de Minas por 3 a 1 e superou a maior marca disciplinar da história do futebol internacional, que pertencia a um confronto de divisões inferiores da Argentina disputado há quinze anos com trinta e seis cartões vermelhos.
A confusão generalizada teve início aos 54 minutos da etapa complementar, imediatamente após o Mamoré assinalar o terceiro tento do confronto. Durante a celebração do gol marcado pelo atleta JV, o jogador Davi dirigiu-se ao banco de reservas adversário gesticulando de maneira provocativa e proferindo insultos verbais contra a comissão técnica local.
O ato desencadeou uma invasão imediata de atletas suplentes e membros de comissão técnica, transformando o gramado em uma arena de agressões físicas mútuas com socos e pontapés entre os plantéis. Diante da impossibilidade material de conter o tumulto e aplicar as penalidades com a bola em movimento, o árbitro Fernando Patrick determinou o encerramento da partida e formalizou as punições no relatório oficial do jogo.
O documento arbitral confirmou 48 cartões vermelhos decorrentes do confronto físico, totalizando 22 exclusões contra integrantes do clube mandante e 29 penalizados na delegação visitante. SUPERARAM ATLÉTICO MINEIRO x CRUZEIROUberLÂNDIA e Mamoré na 2° divisão do Mineiro sub20 entraram em uma BATALHA CAMPAL no fim de jogo e a partida teve 51 EXPULSOS.
pic.twitter.com/1eBzl3YD74 Antes do tumulto nos acréscimos, a partida já havia registrado três expulsões por infrações disciplinares ordinárias ao longo dos noventa minutos regulamentares.
O atleta Luike, da agremiação do Triângulo Mineiro, foi penalizado com o segundo cartão amarelo aos oito minutos da etapa final após atingir o abdômen do oponente de forma temerária, enquanto João Henrique, do time visitante, foi excluído por ofensas verbais dirigidas ao juiz. O terceiro cartão vermelho anterior à confusão foi aplicado de forma direta contra Netinho, do Uberlândia, que desferiu um golpe violento contra o goleiro do Mamoré.
A súmula detalhou ainda ameaças de morte e intimidações verbais desferidas por dirigentes do time da casa contra a equipe de arbitragem. O documento oficial relata que os gerentes Willer Francisco Silva e André Luiz Nascimento, além do coordenador Junior Caetano, invadiram o gramado afirmando que os juízes não sairiam com vida do município.
“Você nunca mais vai apitar. Eu vou fazer de tudo para que você não trabalhe mais.
Eu posso parar, mas vocês também irão parar”, declarou o dirigente Fábio Mineiro em tom de intimidação contra o árbitro central no túnel de acesso aos vestiários. A equipe de arbitragem dirigiu-se à delegacia de plantão da Polícia Civil para lavrar um boletim de ocorrência formal contra os representantes da diretoria local.
Paralelamente, o diretor de futebol mandante, Bernardo Lage, registrou queixa por danos patrimoniais, acusando a delegação do Mamoré de ter quebrado as instalações do vestiário reservado aos visitantes. O registro disciplinar em solo mineiro superou os números históricos que constavam nas estatísticas globais da modalidade esportiva.
O caso segue agora para a procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais, órgão judicante que avaliará as súmulas e os vídeos para estipular suspensões preventivas e interdições de praças desportivas antes do encerramento da competição de base.
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