TV estatal iraniana afirma que cessar-fogo com os EUA acabará se ataques ao Líbano continuarem

 

Fonte: Bandeira



Em um comunicado nesta segunda-feira (1), o Irã divulgou, através de sua TV estatal, que a probabilidade de um cessar-fogo com os Estados Unidos acabar é alto se os ataques contra o Líbano feitos por Israel não acabarem.

Apesar disso, não foram revelados mais detalhes.

A notícia surge logo após a equipe de negociação do Irã suspender a troca de mensagens com os EUA por meio de mediadores devido aos ataques de Israel no Líbano, afirmou nesta segunda-feira (1) a agência de notícias iraniana Tasnim.

A equipe de negociação do Irã interromperia 'as conversas e a troca de textos por meio de intermediários', informou a agência de notícias.

Embarcação no Estreito de Ormuz.

PUNIT PARANJPE /AFP

O comunicado afirmava que a situação no Líbano era essencial para o cessar-fogo, o que significa que 'este cessar-fogo foi violado em todas as frentes, incluindo no Líbano'.

Segundo a agência Tasnim, 'não haverá diálogo' até que as posições do Irã e do Hezbollah sobre o assunto sejam atendidas, e autoridades iranianas vêm exigindo o fim da ofensiva israelense e a retirada completa dos territórios ocupados.

Além disso, o Irã agora passou a bloquear completamente o Estreito de Ormuz, segundo a agência Tasnim, após Teerã insistir anteriormente que permitia a passagem de certos navios pelas principais rotas marítimas, de acordo com os termos iranianos.

Da mesma forma, o Estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden e ao Oceano Índico, seria bloqueado pela 'frente de resistência'.

O Irã é aliado do grupo militante Houthi no Iêmen, país que faz fronteira com esse ponto estratégico.

EUA anunciam interceptação de dois mísseis iranianos que tinham bases americanas no Kuwait como alvos

Momento em que míssil iraniano é lançado contra o Kuwait.

Reprodução

As forças americanas anunciaram a interceptação de dois mísseis balísticos iranianos que tinham como alvo forças americanas baseadas no Kuwait no final do domingo (31), informou o Comando Central dos EUA nesta segunda-feira (1).

'Esses mísseis foram imediatamente neutralizados e nenhum militar americano foi ferido', afirmou o comando em um comunicado.

'O Comando Central dos EUA permanece vigilante e continuará protegendo nossas forças da agressão iraniana, ao mesmo tempo que apoia o cessar-fogo em curso', acrescentou.

Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (1), por meio do Comando Central dos EUA, o regimento do exército americano no Oriente Médio, que realizou ataques contra radares iranianos e centros de comando e controle de drones em Goruk, Irã, e na Ilha de Qeshm neste fim de semana.

O país cita os ataques como uma 'autodefesa'.

'Os ataques calculados e deliberados ocorreram no sábado e no domingo em resposta às ações agressivas do Irã, que incluíram o abate de um drone MQ-1 americano que operava sobre águas internacionais. Os caças americanos responderam prontamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones de ataque unidirecional que representavam ameaças claras para os navios que transitavam pelas águas regionais', declarou o comunicado.

Em resposta, a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã mirou a base aérea dos EUA que lançou o ataque — afirmando que 'alvos designados foram destruídos'.

O exército do Kuwait relata atividade de defesa aérea na área.

Por conta dos novos ataque, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou, nesta segunda-feira (1), Israel e os Estados Unidos de violações do cessar-fogo na região.

'Não é apenas o regime sionista que está violando o cessar-fogo; os Estados Unidos também estão cometendo violações do cessar-fogo em nossa região em larga escala', disse Esmaeil Baghaei.

Ele afirmou que um cessar-fogo no Líbano era parte integrante de qualquer cessar-fogo ou acordo final para pôr fim à guerra com os EUA.

Baghaei também afirmou que a 'ação agressiva' dos EUA levou as forças iranianas a atacar as posições de onde o ataque se originou.

Ele alegou que Washington estava 'constantemente mudando de opinião' e apresentando demandas novas ou contraditórias, o que prolongava o processo diplomático.

O porta-voz também afirmou que o Kuwait deteve injustificadamente quatro cidadãos iranianos e instou as autoridades kuwaitianas a esclarecerem o mais rápido possível a situação deles e a concederem acesso consular ao Irã.

As autoridades do Kuwait disseram no mês passado que homens detidos após supostamente tentarem entrar no país por mar admitiram ligações com a Guarda Revolucionária do Irã e que tinham a missão de se infiltrar na ilha de Bubiyan para realizar atos hostis.

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei.

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