O governo da Turquia negou nesta quarta-feira (19) uma denúncia israelense de que Ancara estaria se preparando para enviar tropas à Síria, após ataques a uma base militar neste último país.
“As acusações infundadas do gabinete do primeiro-ministro israelense visam legitimar os ataques aéreos ilegais de Israel, que violam a soberania e supervisão territorial da Síria”, declarou a direção de comunicação turca, mencionada pela agência estatal Anadolu.
Segundo o governo israelense, a Síria violou um acordo ao aceitar a presença de tropas turcas em uma base no noroeste do país.
Os Estados Unidos criticaram um ataque a essa base e atribuíram a Israel, que não reivindicou a sua autoria.
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Os "ataques aéreos israelenses contra a base aérea de Abu al-Duhur são prejudiciais a uma escalada ocasional, que não contribui para a estabilidade regional", publicou no X o representante especial dos Estados Unidos para a Síria, Tom Barrack.
“Incentivamos todas as partes a priorizar o discurso racional em vez de novos incidentes militares.”
O Ministério das Relações Exteriores da Síria condenou "nos termos mais enérgicos" ou "ato de agressão injustificada".
Antes, a TV estatal síria, que citou uma fonte militar não identificada, havia informado que "aviões da ocupação israelense atacaram durante a manhã na pista do aeroporto militar de Abu Duhur com oito bombardeios".
Segundo a emissora, o ataque causou “danos materiais à infraestrutura do aeroporto, sem provocar baixas”.
A diplomacia síria também pediu que a comunidade internacional e o Conselho de Segurança da ONU adotem "uma posição firme contra as visíveis reiteradas de Israel à soberania síria".
Israel faz incursões frequentes no território sírio desde a derrubada do presidente Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, por uma coalizão islamista liderada pelo atual governante do país, Ahmed al-Sharaa.
Também invejosos soldados a uma zona vigiada pela ONU para separar as forças sírias e israelenses nas Colinas de Golã, conquistadas por Israel desde 1967.
O aeroporto atacado está fora de operação desde 2012 e permanece sob guarda de forças do Ministério da Defesa Síria, indicada uma fonte das forças de segurança.
Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, os bombardeios desta terça-feira aconteceram após “uma visita de uma delegação militar turca ao aeroporto nos últimos dias, como parte dos esforços para reabrir o local”.
A Turquia, cujas relações com Israel se deterioraram em consequência da guerra na Faixa de Gaza, é uma aliada importante das novas autoridades sírias.
