Turistas enfrentam filas de até 3 horas em aeroportos europeus com nova checagem de passaportes

 

Fonte:


Estrangeiros que desembarcam em aeroportos europeus têm enfrentado filas de até três horas na imigração desde a entrada em vigor do novo sistema de controle eletrônico de fronteiras da União Europeia, no momento em que o setor se vê já sob pressão devido a uma possível escassez de combustível de aviação causada pela guerra no Oriente Médio.

Vai viajar para a Europa? Veja o que muda com o novo sistema de controle de fronteiras nos aeroportos

Confira: Passagens aéreas subiram após guerra no Irã, mas há destinos que ficaram mais baratos

Segundo informou o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) ao jornal Financial Times, passageiros em aeroportos regionais e grandes hubs, incluindo na França, Alemanha, Bélgica, Itália, Espanha e Grécia, as filas chegam a até três horas no controles de fronteira.

— Essa situação, nas próximas semanas e certamente durante os meses de pico do verão, será simplesmente inadministrável. Estamos vendo esses tempos de espera agora, nos horários de pico, quando o tráfego está apenas começando a aumentar — afirmou Olivier Jankovec, diretor da divisão europeia do ACI, ao jornal britânico. .

Initial plugin text

Com o novo sistema de checagem de passaportes, chamado Sistema de Entrada/Saída da UE (Entry/Exit System — EES), que entrou plenamente em vigor na última sexta-feira, dia 10, passageiros de países de fora da UE, incluindo o Reino Unido, precisam registrar suas informações pessoais e dados biométricos ao entrar no bloco pela primeira vez.

O sistema foi introduzido gradualmente a partir de outubro e tem como objetivo reforçar a segurança das fronteiras do bloco, reunindo informações sobre quem entra e sai da União Europeia.

Club Med anuncia novo resort no Ceará: ‘O brasileiro é o nosso cliente perfeito', dizem líderes do grupo

Na terça-feira, aponta o FT, representantes de aeroportos e a Comissão Europeia se reuniram para discutir problemas com o sistema. No encontro, o ACI pediu a extensão das isenções existentes e a possibilidade de suspender totalmente as verificações.

Jankovec sugeriu que sempre que forem registrados tempos de espera excessivos no controle de fronteira que, segundo ele, sejam suspensos completamente o registro do EES.

Bloqueio de combustíveis: Iberia suspenderá voos para Cuba a partir de junho

E relatou ao FT que há problemas estruturais críticos. Ele citou o caso de cabines automáticas nos aeroportos para registro de passageiros que frequentemente não funcionam, além de falhas no sistema central de tecnologia da informação (TI).

As verificações pelo novo sistema já haviam sido repetidamente adiadas devido a problemas de TI, cibersegurança e atrasos generalizados nos países da UE. Segundo a Comissão Europeia e o ACI, muitos aeroportos ainda não estão registrando dados biométricos, mas apenas informações pessoais.

Greve na Lufthansa

Os pilotos da Lufthansa estão intensificando a pressão com mais dois dias de greve nesta semana, ameaçando ampliar as interrupções na maior companhia aérea da Europa, que já deixaram dezenas de milhares de passageiros sem conseguir viajar. Agora, o sindicato de pilotos Vereinigung Cockpit planeja uma nova paralisação de 48 horas a partir de quinta-feira, segundo comunicado divulgado no fim de terça-feira.

As ações da Lufthansa chegaram a cair até 2,3% nas negociações em Frankfurt nesta quarta-feira. No acumulado do ano, a queda é de cerca de 7%.

Crise de abastecimento: Iberia suspenderá voos para Cuba a partir de junho devido a bloqueio de combustíveis

As negociações com a Lufthansa continuam, disse um porta-voz do sindicato, acrescentando que as greves ainda podem ser evitadas caso a companhia aérea aceite os termos da proposta apresentada pelo sindicato. Por sua vez, a companhia aérea alemã afirmou que permanece aberta a um “processo abrangente de mediação” com o objetivo de alcançar uma solução.

Uma paralisação mais longa resultará em cancelamentos adicionais de voos, representando mais um golpe para a Lufthansa, que enfrenta a maior greve em cerca de uma década. A disputa também prejudica as tentativas da companhia de se beneficiar das interrupções no Oriente Médio, onde rivais como a Emirates foram forçados a reduzir operações, abrindo espaço para outras empresas captarem mais negócios.

A ação trabalhista deve afetar a operação principal da Lufthansa, bem como suas unidades de carga, CityLine e Eurowings, segundo o comunicado do sindicato. Os pilotos continuarão operando voos para partes do Oriente Médio, com essas rotas isentas da greve devido ao conflito em andamento na região.

Ondas de paralisações

O movimento mais recente se soma a uma das ondas de greves mais intensas que atingem a Lufthansa nos últimos anos. O sindicato já havia convocado uma paralisação de dois dias para segunda-feira, quando mais de 500 voos foram cancelados, e terça-feira. Uma greve dos comissários de bordo organizada pelo sindicato UFO ocorreu na semana passada, e o grupo anunciou novas paralisações para hoje e quinta-feira.

O impasse lança uma sombra sobre as comemorações do centenário da Lufthansa nesta quarta-feira, marcadas por uma recepção com a presença do chanceler alemão Friedrich Merz. Segundo a Fraport AG, operadora do principal hub da Lufthansa em Frankfurt, mais de 100 mil passageiros foram afetados por greves em março. Mais de mil voos foram cancelados no aeroporto de Frankfurt até agora nesta semana, segundo um porta-voz.

As paralisações seguem meses de negociações travadas. O sindicato Vereinigung Cockpit busca maiores contribuições patronais para aposentadorias, enquanto a Lufthansa afirma haver margem limitada para aumentos. A companhia pressiona por maior eficiência ao transferir mais voos de curta distância para unidades de menor custo, como City Airlines e Discover, onde os custos de tripulação podem ser até 40% mais baixos do que na operação principal.

Initial plugin text