Turista desaparece após ser arrastada por correnteza durante prática de 'flutuação no gelo' no Ártico russo

 

Fonte:


Uma viagem planejada para celebrar o Ano Novo terminou em tragédia no extremo norte da Rússia. Uma turista bielorrussa de 57 anos desapareceu após ser arrastada por uma forte correnteza enquanto participava de uma atividade de “flutuação no gelo” no rio Tuloma, nas proximidades da cidade ártica de Kola, na Península de Kola. Após dias de buscas sem sucesso, equipes de resgate consideraram que ela não sobreviveu.

Alerta por ar insalubre leva autoridades a recomendar que moradores fiquem em casa na Califórnia

Justiça pelas próprias mãos: moradores deixam supostos ladrões nus e pintados nas ruas da Colômbia; vídeo viraliza

O desaparecimento ocorreu na semana passada, durante uma sessão em grupo da atividade, promovida como uma experiência segura para flutuar em águas quase congeladas sem a necessidade de nadar. Desde então, as operações de busca enfrentaram condições extremas, como nevoeiro denso, temperaturas em torno de -30 °C e escuridão quase total provocada pela noite polar, segundo autoridades locais.

Correntes perigosas e condições extremas

Moradores da região alertam que o trecho do rio utilizado para fins turísticos é conhecido por ser traiçoeiro, devido à combinação de marés e correntes subaquáticas intensas. A hipótese é de que a flutuação tenha ocorrido durante a maré baixa, quando o fluxo da água pode se intensificar de forma abrupta. Especialistas avaliam que, mesmo com traje térmico, uma pessoa dificilmente sobreviveria mais do que algumas horas nas águas geladas.

A prática da flutuação no gelo vem sendo comercializada em diversas áreas do Ártico como uma experiência controlada e de baixo risco. Os participantes utilizam trajes térmicos volumosos, projetados para garantir isolamento, flutuabilidade e impedir a submersão total. Anúncios chegam a afirmar que é “quase impossível se afogar” durante a atividade, que inclui acompanhamento de guias, registros fotográficos e bebidas quentes ao final.

No entanto, como os trajes limitam os movimentos, é comum que os praticantes sejam amarrados ou monitorados de perto, sobretudo em rios, onde as condições podem mudar rapidamente. Um incidente semelhante foi registrado em 26 de dezembro, quando turistas indianos e chineses foram levados pela correnteza durante uma sessão do mesmo tipo, sendo resgatados por acaso, com a aproximação de um barco.

Amigos e familiares relataram que a vítima aguardava a viagem havia meses. Uma amiga, identificada como Oksana, afirmou que ela era “enérgica e curiosa” e sonhava em conhecer a região para ver baleias, vivenciar a noite polar e explorar as características únicas do Ártico. O genro da turista disse ao site Onlíner que ela não praticava esportes radicais e era apenas uma pessoa ativa, motivada pela experiência.

O Comitê de Investigação da Rússia informou que o organizador da atividade foi indiciado. Segundo os investigadores, os trajes térmicos apreendidos não atendiam aos padrões de segurança exigidos: o prazo de validade estava vencido e os equipamentos não haviam passado pela certificação anual obrigatória. As autoridades apuram se essas falhas contribuíram diretamente para o desaparecimento.