Turista argentina acusada de racismo em bar do Rio tem tornozeleira eletrônica instalada

 

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A advogada argentina Agostina Páez colocou na tarde desta quarta-feira tornozeleira eletrônica. Ela é acusada de racismo após ser gravada chamando funcionários de um bar em Ipanema, Zona Sul do Rio, de "mono" - termo espanhol para "macaco". Nas imagens, ela aparece ainda imitando o gestual de um macaco andando.

A instalação da tornozeleira foi feita pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) após o comparecimento de Agostina à Central de Monitoração Eletrônica por determinação do Tribunal de Justiça do Rio.

O caso está sendo investigado pela Delegacia da Rocinha e deve ser encaminhado ao Ministério Público ainda nesta semana. A advogada também está proibida de deixar o Brasil. O passaporte dela foi apreendido por determinação da Justiça. Como entrou no país apenas com a carteira de identidade, a Polícia Federal foi acionada pra impedir uma possível saída pelas fronteiras.

O caso em questão aconteceu na quarta-feira da semana passada, depois de uma discussão sobre o pagamento da conta no bar. A vítima de racismo então prestou queixa na delegacia e relatou ter sido alvo também de gestos obscenos. Também foi ouvido o gerente do bar.

Em depoimento, Agostina afirmou que a imitação do macaco foi uma brincadeira entre amigas, sem intenção de ofender. Após a repercussão do caso, a argentina também abriu queixa na Polícia Civil.

De acordo com a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo, a Deat, a cidadã argentina procurou a unidade para denunciar ameaças recebidas por meio de redes sociais e relatou que pessoas estranhas estiveram na portaria do prédio onde está hospedada. Porém, ao contrário do que foi veículo na imprensa argentina, em momento algum ela falou de policiais ou supostos policiais terem invadido seu apartamento.