Turista alemão morre após ser picado por cobra durante apresentação com encantador de serpentes no Egito

 

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Um turista alemão de 57 anos morreu após ser picado por uma cobra venenosa durante uma apresentação de encantador de serpentes em Hurghada, um dos principais destinos turísticos do Egito às margens do Mar Vermelho. O caso ocorreu no início de abril e está sendo investigado por promotores, segundo informações divulgadas, nesta segunda-feira (27), pela polícia da Baviera.

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De acordo com as autoridades alemãs, o homem estava de férias no país acompanhado de dois parentes e hospedado em um hotel da região quando assistiu ao espetáculo tradicional, no qual artistas simulam “hipnotizar” serpentes com o uso de instrumentos de sopro.

Segundo o relato policial, duas cobras faziam parte da apresentação e, inicialmente, estavam enroladas no pescoço de outros integrantes da plateia. Em seguida, o encantador permitiu que uma delas rastejasse para dentro da calça do turista alemão. Foi nesse momento que o animal o mordeu na perna.

A vítima apresentou sinais imediatos de envenenamento e precisou ser reanimada ainda no local. Depois, foi levada às pressas para um hospital, mas não resistiu e morreu pouco após dar entrada na unidade.

As autoridades da Baviera informaram que aguardam os resultados dos exames toxicológicos para esclarecer as circunstâncias da morte. Procuradas pela agência France-Presse (AFP), autoridades egípcias afirmaram não ter conhecimento do incidente.

Espetáculo tradicional e riscos

Apesar da crença popular, cobras utilizadas em apresentações de encantadores não são realmente hipnotizadas ou induzidas a “dançar” ao som da música. Especialistas explicam que o movimento observado nesses espetáculos é, na verdade, uma reação defensiva do animal diante da movimentação do instrumento e da proximidade do manipulador.

A prática, comum em regiões turísticas e mercados tradicionais de alguns países, frequentemente levanta debates sobre segurança e bem-estar animal, especialmente quando turistas são convidados a interagir diretamente com serpentes venenosas.

O episódio no Egito ocorreu poucos dias depois de outra morte envolvendo uma atração tradicional, desta vez no sul da Espanha.

Durante as festividades de San Marcos, na Andaluzia, o criador de touros Santiago Barrero San Roman, de 33 anos, morreu após ser atacado por um touro enfurecido na noite de sexta-feira.

Imagens registradas por testemunhas mostram Roman tentando se proteger atrás de uma barreira na Calle Palomeras, conhecida localmente como “rua do inferno” pela intensidade das corridas de touros realizadas no local. Ao ser alcançado pelo animal, ele ainda tentou se esconder atrás de um barril, mas acabou sendo lançado ao ar pelos chifres.

Na sequência, o touro o arrastou pela rua enquanto espectadores acompanhavam a cena. Alguns homens correram para tentar distrair o animal, enquanto outros puxavam a corda presa ao touro na tentativa de afastá-lo. Apesar dos esforços, Roman sofreu ferimentos fatais.