247 – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu uma revisão expressiva na listagem de endereços de votação alterados para a segunda etapa do pleito nacional, reduzindo o total de seções afetadas de 2.033 para 438. A atualização do levantamento fez com que o contingente de votantes impactados caísse de aproximadamente 593 mil para 126 mil pessoas em 23 estados.
A reformulação atinge de forma predominante localidades onde o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, obteve vantagem no primeiro turno. Na amostragem atual das 438 seções modificadas, Lula alcançou 50% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somou 43%. Diante desse cenário, a liderança do PT acionou o TSE cobrando garantias de que a comunicação oficial alcance com precisão a população antes de domingo (25). A abstenção desses eleitores acarretaria uma perda líquida estimada em 7.323 votos para o presidente — projeção que antes da revisão chegava a 21.410 sufrágios.
Indagado sobre os riscos de desinformação provocados pelo anúncio inicial seguido da retratação, a instância máxima da Justiça Eleitoral salientou que a transmissão das atualizações às comunidades cabe a cada Tribunal Regional Eleitoral (TRE), os quais asseguraram o empenho em veicular os avisos por meio de todas as plataformas de comunicação disponíveis.
A justificativa técnica para as transferências envolve demandas operacionais imediatas, como obras emergenciais, adequações de acessibilidade e estragos causados por temporais nos imóveis previamente utilizados. Inicialmente, o órgão federal sinalizou modificações em mais de quatro mil locais, mas o documento divulgado no fim de semana restringiu o número a 2.033, antes da consolidação atual.
Mesmo a escassos dias do pleito, a Justiça Eleitoral não descarta novos ajustes pontuais. Em nota oficial, o tribunal informou que “os números ainda estão sendo atualizados à medida que as zonas eleitorais concluem os registros e ajustes necessários nos sistemas da Justiça Eleitoral, inclusive para refletir a manutenção, no 2° turno, de locais que haviam sido alterados provisoriamente no 1º”. Cabe ressaltar que a relação mais recente incorporou mais de duas centenas de pontos de votação até então ausentes nas estimativas anteriores.
O órgão central ressaltou ainda que as deliberações de remanejamento são descentralizadas. “É importante esclarecer que não é o TSE que determina as mudanças de locais de votação. Essas decisões são tomadas no âmbito das próprias zonas eleitorais, que conhecem as peculiaridades de cada localidade, avaliam as condições dos imóveis e adotam as providências necessárias, observadas as normas da Justiça Eleitoral”, complementou a assessoria da corte.
Diante dos reveses operacionais, legendas aliadas e o próprio PT formalizaram requerimentos junto aos TREs solicitando a afixação de avisos informativos nas entradas das seções desativadas, indicando a nova localização, sem confirmação definitiva sobre a adesão integral dos órgãos regionais à medida. Para resguardar o direito ao voto, a Justiça Eleitoral orienta os cidadãos a checarem a seção atualizada no próprio dia da votação, utilizando o aplicativo e-Título ou a aba de autoatendimento no portal do TSE na internet.
Brasil 247