TSE nega novo recurso de Garotinho e mantém anulação de votos até julgamento final

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Fonte da notícia: Valor Valor

O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que tenta voltar ao cargo, sofreu neste sábado mais uma derrota na Justiça Eleitoral, com o indeferimento de um mandado de segurança que tentava restaurar sua candidatura. Ele afirma que ainda tentará um novo recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas já admite apoiar Douglas Ruas (PL) contra Eduardo Paes (PSD) em um eventual segundo turno sem sua presença.

Nesta sexta, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinou que seus votos sejam registrados como “anulados sub judice” na votação deste domingo. A decisão final ainda depende do julgamento do colegiado na semana que vem, em um recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio que o considerou inelegível.

Enquanto isso, Garotinho tenta manter a contabilização dos seus votos nas urnas. O mandado de segurança impetrado por sua defesa, entretanto, foi indeferido na tarde deste sábado pelo ministro Sebastião Reis, também do TSE.

"O processo eleitoral foi marcado por parcialidade e favorecimento aos candidatos Eduardo Paes e Douglas Ruas", reclamou o ex-governador em coletiva de imprensa neste sábado. "Eu espero que meu processo, que deve ser julgado segunda ou terça, não seja um impeditivo para o eleitor ir à urna e votar em mim. Em momento algum pensei em desistir, e nem vou desistir."

Em sua decisão neste sábado, o ministro Sebastião Reis escreveu que "não cabe mandado de segurança contra decisão recorrível, salvo se houver teratologia ou manifestação ilegal", o que ele não entendeu ter acontecido.

O candidato culpou o Judiciário pela "confusão" causada: "Votos serão contabilizados. O que não está decidido é se os votos valerão para saber se terá 2º turno ou não. Quem criou a confusão jurídica foi o próprio ministro. É uma situação péssima pro eleitor", disse Garotinho, que por vezes criticou o que chamou de excesso de interferências jurídicas nas eleições desse ano.

Mesmo após ter passado a campanha criticando igualmente os seus dois principais adversários, Garotinho admitiu a possibilidade de apoiar Douglas Ruas em um eventual 2º turno. Nesta manhã, em uma live, ele já havia dito que poderia apoiá-lo, mesmo que contrariado.

Na coletiva, o ex-governador respondeu que essa fala estava fora de contexto e que não estava sugerindo apoio ao candidato bolsonarista. E insistia que não apoiaria ninguém, pois acredita que ele próprio estará no segundo turno. Mas, ao final, afirmou que é "impossível" apoiar Paes, enquanto abriu portas para Ruas.

"(Apoiar) Douglas Ruas é improvável, mas vamos ver. Teria que ter uma conversa com ele, para ele se afastar de determinadas pessoas. Não pode continuar com a 'quadrilha do Bacellar'", explicou Garotinho, em referência ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio preso, que também colocou como condição a adoção de algumas de suas propostas na área da segurança. "Se acontecer (o apoio), terá que ser publicamente. Na presença da imprensa e dos partidos."

Ao iniciar a coletiva, Garotinho recebeu ligação de sua filha, a ex-deputada Clarissa Garotinho. Foi possivel ouvi-la dizer, do outro lado da linha, para seu pai "partir para cima".

Em quase uma hora de discurso, ele relembrou as etapas do seu processo jurídico, acusou perseguições e disse que o Ministério Público já havia emitido uma certidão que atestaria que sua inelegibilidade terminaria em 2018.

"Só quero o cumprimento da lei. Estão me tornando mais vítima ainda. Meu nome vai estar na urna, minha foto. Meu voto vai valer, e quem quiser votar 10, vote 10. Se forem validados, haverá 2º turno. O Eduardo Paes sabe disso", afirmou.

Como está a candidatura de Garotinho

Nesta sexta-feira, o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques suspendeu o uso de verba de campanha por Garotinho e reiterou que a candidatura está, por ora, indeferida. A decisão ocorreu após uma petição da campanha de Paes que pediu celeridade ao TSE para analisar a situação de Garotinho, o que impacta as chances de um desfecho da eleição em primeiro turno. A defesa do ex-governador, por sua vez, recorreu à Corte para tentar validar seus votos.

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