Trump voltou atrás com 'escolta' para reabrir Ormuz após reclamações da Arábia Saudita, diz TV
A repentina mudança de posição de Donald Trump sobre o Projeto Liberdade, que serviu para tentar reabrir e escoltar navios no Estreito de Ormuz, ocorreu depois que a Arábia Saudita informou aos Estados Unidos que não permitiria que as forças americanas decolassem aeronaves da Base Aérea Príncipe Sultan.
Além disso, o país também defendeu que os EUA não sobrevoassem o espaço aéreo saudita em apoio à iniciativa.
As informações são da rede de TV NBC News, destacando que o reino saudita não ficou satisfeito com o anúncio surpresa do magnata sobre o novo plano para ajudar navios a atravessar o Estreito de Ormuz.
Uma ligação telefônica entre Trump e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, não resolveu a questão, disseram dois funcionários americanos, forçando o presidente a suspender a Operação Projeto Liberdade para restaurar o acesso militar dos EUA a esse espaço aéreo estratégico.
Outros aliados próximos do Golfo também reclamaram que foram pegos de surpresa. Por exemplo, Trump conversou com o Catar somente depois que a operação já havia começado.
Trump dá 48 horas para o Irã aceitar acordo de paz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em pronunciamento após ataque durante jantar na Casa Branca
MANDEL NGAN / AFP
O presidente dos Estados Unidos deu 48 horas para que o Irã aceite os termos de um acordo de paz definitivo, sob pena de sofrer novos bombardeios. A ameaça foi feita após o portal americano Axios revelar que os dois governos trabalham em um memorando de apenas uma página para encerrar a guerra.
O plano contém 14 pontos-chave que buscam um cessar-fogo imediato e o fim da paralisia econômica global causada pelo conflito.
Um dos pilares do acordo é a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.
Segundo o Axios, o acordo prevê uma moratória no enriquecimento de urânio por parte do Irã, mas Trump exige ter acesso às reservas que o regime já processou.
Teerã resiste à ideia de transferir esse material para fora de seu território, o que mantém o risco de um impasse nas próximas horas.
O governo iraniano classificou os detalhes vazados pela imprensa como uma "lista de desejos americanos".
Enquanto o Ministério das Relações Exteriores analisa a proposta mediada pelo Paquistão, a ala mais conservadora do parlamento iraniano denuncia a pressão de Washington como uma tentativa de forçar a rendição do país por meio de chantagem econômica.
Se assinado, o memorando de entendimento abrirá um prazo de 30 dias para negociações intensas em Genebra ou Islamabad.
O objetivo é transformar o cessar-fogo temporário em um tratado de paz definitivo.
Embarcação no Estreito de Ormuz.
PUNIT PARANJPE /AFP
