Trump renova defesa do protecionismo e promete manter ofensiva tarifária
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou seu discurso anual sobre o Estado da União, encerrado há poucos minutos no Congresso americano, em Washington, para reafirmar sua política protecionista e a disposição de seguir usando tarifas sobre produtos importados como forma de aumentar a arrecadação e obrigar países a manter acordos comerciais com a maior economia do mundo.
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Ele também usou o discurso para criticar a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou suas tarifas globais, falando diante de vários dos juízes que a apoiaram e que estavam na plateia.
A sentença da Corte publicada há quatro dias, foi "muito infeliz", disse Trump em seu discurso sobre o Estado da União no Congresso. O presidente afirmou que já está em busca de "alternativas legais" para manter sua ofensiva tarifária em vigor, indicando buscar um caminho que não passe pelo Congresso.
Trump garantiu que os parceiros comerciais dos Estados Unidos que já fizeram negociações com seu governo a partir das tarifas anuladas estão interessados em "manter o acordo que já negociaram", pois ele teria o poder de piorar ainda mais as coisas para eles.
Ele ainda disse que suas tarifas permitiram a arrecadação de "centenas de bilhões de dólares" no último ano e que elas foram responsáveis por ele ter fechado acordos internacionais importantes para os EUA. Ele disse ver essa como uma das principais fontes tributárias do país no futuro.
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Ontem, diante da decisão da Suprema Corte, a Casa Branca publicou uma ordem executiva estabelecendo uma tarifa global de 10% sobre importações no lugar das sobretaxas mais elevadas aplicadas de forma automática a diversos países, incluindo o Brasil.
Com a decisão judicial, Washington reformulou sua política tarifária e adotou uma alíquota uniforme, que passa a atingir cerca de um quarto das exportações brasileiras para o mercado americano.
