O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende realizar uma reunião bilateral na próxima semana com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York. A informação foi revelada pelo site de notícias americano Axios. Segundo o veículo, o encontro poderia ocorrer durante a agenda de Trump nas Nações Unidas.
O presidente tem agendado um discurso na Assembleia Geral na terça-feira e conversas com representantes dos países do Golfo sobre a guerra no Irã.
Nesse contexto, fontes familiarizadas com os planos disseram ao Axios que Trump também busca reservar um tempo para se encontrar com Rodríguez. O próprio republicano havia indicado no domingo que existia a possibilidade de um encontro com a líder venezuelana durante sua viagem a Nova York. Caso se concretize, será o primeiro encontro presencial entre os dois desde o início da nova fase das relações entre Washington e Caracas. Segundo informações divulgadas esta semana, Rodríguez deverá comparecer à Assembleia Geral.
O possível encontro ocorreria em meio a uma reaproximação entre os Estados Unidos e o governo interino venezuelano. Desde a prisão e deposição de Nicolás Maduro em janeiro, o governo Trump tem estreitado laços com Caracas e apoiado o governo liderado por Rodríguez. A relação entre os dois governos também tem sido marcada por negociações energéticas. Em agosto, o Axios noticiou que Washington e Caracas estavam avançando nas conversas sobre um possível acordo que permitiria às empresas americanas participar da propriedade dos recursos petrolíferos venezuelanos, como parte da estratégia do governo Trump para o setor energético do país. EUA tiram Venezuela de lista de países que tiveram 'fracasso' na luta contra narcotráfico Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (16) que retiraram a Venezuela da lista de países que 'demonstraram fracasso' na luta contra o narcotráfico. O governo Trump disse ter reconhecido que o país melhorou no assunto e agora 'coopera' no combate ao narcotráfico. 'Diante das medidas positivas adotadas sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, decidi que a Venezuela não deve mais ser considerada como tendo falhado manifestamente em seus compromissos de combate às drogas', declarou o presidente Donald Trump em comunicado divulgado pelo Departamento de Estado. A Venezuela figurava entre cerca de vinte países na lista dos EUA relativa ao combate às drogas e ao narcotráfico, ao lado de Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Mianmar, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá e Peru. Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e assinado pelo presidente americano, Donald Trump, é dito que o Brasil 'falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro de distribuição global de cocaína'. 'Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam'. O texto diz que, enquanto governos do Ocidente 'tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis', no Brasil há uma falha no assunto. No documento, Trump ainda coloca o país ao lado da Nicarágua, afirmando que 'não surpreendentemente, para uma ditadura socialista, o regime ilegítimo de Ortego-Murillo na Nicarágua falhou em tomar medidas suficientes contra o narcotráfico e a cumplicidade de agentes do regime no tráfico de drogas'. Navio petroleiro no mar da Venezuela AFP
CBN