Trump publica mensagem ambígua antes do início das negociações: 'reset mais poderoso do mundo'

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma publicação sem muitas explicações e considerada ambígua na proximidade do início das negociações com o Irã para uma paz duradoura no Oriente Médio.

Ele escreveu apenas:

'O reset mais poderoso do mundo!', sem outros detalhes.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse nesta sexta-feira (10), enquanto partia para o Paquistão, que está ansioso pelas negociações com o Irã. Ele deve chegar ainda ao longo do dia para as conversas neste sábado (11).

Vance acrescentou que o presidente Donald Trump forneceu diretrizes claras para as conversas. Ele afirmou acreditar que as negociações serão positivas.

'Como disse o Presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa fé, certamente estaremos dispostos a estender a mão'.

As falas ocorreram com a imprensa ao partir para Islamabad. Ele declarou que se o Irã tentar 'nos enganar, vão descobrir que a equipe de negociação não está muito receptiva'.

'Então, vamos tentar ter uma negociação positiva. O Presidente nos deu algumas diretrizes bastante claras, e vamos ver o que acontece'.

Negociações entre EUA e Irã acontecerão nesta sexta (10) ou sábado (11)?

Fumaça após ataque contra o Irã na guerra do Oriente Médio.

AFP

As negociações entre Estados Unidos e o Irã estavam marcadas para começar nesta sexta-feira (10) no Paquistão, para negociar o fim da guerra. Entretanto, diversas divergências geram dúvidas se elas iniciarão neste sábado (11) ou podem até mesmo ser adiadas.

Nessa quinta-feira à noite (9), a delegação iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, embarcou para Islamabad, segundo a mídia americana. O Irã, por outro lado, nega. Segundo uma autoridade informou para a agência de notícias estatal Tasnim, a notícia é 'completamente falsa'.

A mesma fonte, que preferiu não se identificar, enfatizou que 'enquanto os Estados Unidos não cumprirem seus compromissos com relação ao cessar-fogo no Líbano e o regime sionista continuar seus ataques, as negociações serão suspensas'.

A mesma posição já tinha sido expressa nessa quinta-feira (9) pelo regime de Teerã.

Por outro lado, a chegada da comitiva americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, no entanto, está prevista para sábado (11).

O governo paquistanês declarou feriado nesta sexta (10) e sábado (11) na capital para facilitar o deslocamento das comitivas, sob um forte protocolo de segurança.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, segundo a agência de notícias estatal Tasnim, disse que o Irã não participará de negociações no Paquistão nesta sexta-feira (10) a menos que o cessar-fogo seja respeitado 'em todas as frentes'.

Ele afirmou que o governo paquistanês 'convidou ambas as partes a viajarem para Islamabad para realizar essas negociações, que estão atualmente em fase de revisão e planejamento'.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca.

BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

'No entanto, a realização dessas negociações está, sem dúvida, condicionada à obtenção de garantias de que os Estados Unidos honrarão suas obrigações de cessar-fogo em todas as frentes'.

Também acrescentou que, caso os EUA sejam contra o cessar-fogo no Líbano, estariam cometendo 'uma violação dos compromissos' firmados anteriormente.

O objetivo central do encontro é transformar o atual cessar-fogo temporário de duas semanas em um acordo de paz permanente. Mas apesar do agendamento do encontro, o governo iraniano ainda condiciona a participação efetiva nas conversas ao estabelecimento de um cessar-fogo também no Líbano.

Sob pressão do presidente Donald Trump, o governo de Israel anunciou que vai negociar um acordo de paz diretamente com o governo libanês, mas sem interromper a ofensiva.

Segundo a agência francesa AFP, o encontro entre representantes dos dois países está previsto para a semana que vem, em Washington. A informação foi confirmada pela agência de notícias Reuters, citando um alto funcionário libanês.