O governo do presidente Donald Trump requisitou à Suprema Corte dos EUA nesta terça-feira que autorize que uma base de dados federal revisada seja usada na verificação de listas estaduais de eleitores. Em uma série de ações na Justiça, Trump busca ampliar o envolvimento de Washington nas eleições legislativas de meio de mandato, em novembro. Leia também: Republicanos transformam muçulmanos em tema de campanha nas eleições legislativas dos EUA Trump homenageia vítimas do 11/9 e promete ‘nunca esquecer’ Islândia convoca embaixador dos EUA após Trump publicar mapa com a ilha sob bandeira americana
Os advogados do Departamento de Justiça pediram à Suprema Corte que suspenda a decisão de um juiz de Washington DC, em junho, que impediu o uso, conforme defendia a Casa Branca, de um sistema massivo de verificação de eleitores aptos a votar em novembro. O juiz alegou, na decisão, que o sistema de verificação foi montado de forma aleatória e intempestiva, e continha informações não confiáveis sobre cidadania.
No recurso apresentado à Suprema Corte, o Departamento de Justiça sustenta que a decisão do juiz é “indefensável” e “ameaça a integridade das eleições que estão por vir, ao não permitir a aplicação da autoridade do governo federal para fazer uso interno de dados da Seguridade Social, de forma a cumprir a atribuição de responder a pedidos de Estados no sentido de verificar a cidadania dos indivíduos, para o voto e outras situações consideradas necessárias.”
A disputa judicial em torno de um sistema de verificação federal de listas estaduais se mantém a semanas da eleição de 3 de novembro, em que os republicanos têm o desafio de manter a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.
No ano passado, o Departamento de Segurança Interna remodelou uma base de dados federal conhecida pela sigla SAVE, utilizada para a verificação do status de imigrantes e da cidadania, que assegurava acesso aos números de seguridade social de indivíduos. Desde então, Estados governados por republicanos, com base nos dados federais, cancelaram registros de eleitores que passaram a ser considerados inaptos a votar.
Críticos alegam que a manobra republicana tem por objetivo obter vantagem política na disputa com os adversários democratas em novembro, mais do que, supostamente, reforçar a segurança e a transparência das eleições.
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