O CEO do UFC, Dana White, acenou positivamente à proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o ofereceu um cargo de secretário de imprensa, neste sábado. White publicou um story com uma foto, aparentemente editada por Inteligência Artificial em que está discursando no púlpito da sala de imprensa da Casa Branca.
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"Rumo ao próximo capítulo", escreveu o empresário, na legenda da foto. Na imagem seguinte, publicou a oferta de Trump.
Publicação em um story do CEO do UFC, Dana White Reprodução / Redes Sociais
O cargo de secretário de imprensa da Casa Branca está vago desde a saída, em 16 de outubro, da porta-voz anterior, Katie Zacharia, que ocupou o cargo por apenas uma semana. "Tenho o prazer de anunciar que ofereci ao Grande Dana White, um violento Combatente e Guerreiro, o cargo de secretário de imprensa dos Estados Unidos", escreveu Trump em sua conta em sua plataforma, Truth Social.
"Dana, por favor, aceite o trabalho", acrescentou. Em um pedido inusitado, Trump também solicitou que White leve lutadores como assistentes na briga contra a "esquerda lunática".
Entre os atletas mencionados há a brasileira Amanda Nunes, ex-campeã tida como um das maiores lutadoras da história do MMA, e que fará um confronto no próximo sábado com a americana Kayla Harrison. Relação de Trump e White
Dana White levou o UFC de uma liga deficitária e desacreditada a uma potência do esporte mundial avaliada em mais de US$ 15 bilhões. Com estilo autoritário e decisões arriscadas, o executivo transformou as artes marciais mistas em espetáculo global, conquistou fãs em todos os continentes e firmou contratos de mídia que o colocam lado a lado das maiores ligas esportivas dos Estados Unidos.
White assumiu o comando em 2001, quando convenceu os irmãos Frank e Lorenzo Fertitta, herdeiros de cassinos em Las Vegas, a comprarem a organização por US$ 2 milhões. Ganhou 10% da sociedade e a missão de salvar o negócio.
Nos primeiros anos, enfrentou arenas fechando as portas e dívidas crescentes. A guinada veio em 2005, com o reality show The Ultimate Fighter, que popularizou os atletas e consolidou a base de fãs.
Em 2016, o UFC foi vendido por US$ 4 bilhões ao grupo WME-IMG, com a condição de White seguir como CEO. Em 2025, a Paramount Skydance fechou acordo de US$ 7,7 bilhões por sete anos de direitos de transmissão nos Estados Unidos, equiparando o UFC a ligas como a NFL e a NBA.
Galerias Relacionadas A relação entre Dana White e Donald Trump vem de longa data e remonta ao início dos anos 2000, nos primórdios do UFC, quando o evento ainda tentava crescer no cenário esportivo.
Naquela época, o então empresário Trump foi uma das figuras importantes a abrir espaço para eventos da liga, sediando lutas em seus cassinos em Atlantic City. Frequentemente, White cita esse apoio inicial como decisivo para a expansão do UFC.
Quando Trump decidiu alçar seu voo político, White logo tornou-se um defendor do atual presidente. Ele já discursou em eventos como a Convenção Nacional Republicana e elogiando a gestão publicamente.
Já Trump mantém proximidade com o UFC, comparecendo a lutas e eventos associados. Veja: UFC na Casa Branca termina com nocautes em todas as lutas e 'zebra' americana conquistando cinturão no confronto principal
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White também esteve presente na posse de Trump e, em 2021, foi posicionado atrás de ex-presidentes. Ele lembra que Barack Obama foi o único a cumprimentá-lo pessoalmente.
O Globo