O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou nesta sexta-feira (16) ter ordenado uma redução dos serviços de satélites Starshield para a Ucrânia, essenciais para as forças de Kiev no campo de batalha.
O magnata da tecnologia Elon Musk, proprietário da empresa controladora da Starlink e da Starshield, havia afirmado que qualquer limitação ao sistema de comunicações teria vindo, em última instância, do presidente.
"Não fui eu. E não acho que tenha sido o Elon (Musk)", disse Trump a jornalistas na Casa Branca.
Kiev informou sobre restrições ao serviço, operado pela SpaceX, na quarta-feira, pouco depois do mandatário americano criticar a Ucrânia e instar o país a parar de atacar refinarias de petróleo russas.
Musk havia dito que "qualquer limite de velocidade ou de uso" dos sistemas Starshield de sua empresa SpaceX foi "decidido pelo Exército dos Estados Unidos e, em última instância, pelo POTUS" (Presidente dos Estados Unidos, segundo o acrônimo em inglês).
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A Ucrânia utiliza o Starshield, o serviço via satélite de nível militar da Starlink, para suas comunicações no campo de batalha, seus ataques de médio alcance em território ocupado pela Rússia e seus drones interceptores, além do próprio Starlink.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, disse nesta sexta-feira que o serviço estava em processo de restabelecimento e que "meus parceiros me disseram que o governo e a Casa Branca enviaram uma mensagem à SpaceX pedindo" que o fizessem.
As relações entre Washington e Kiev têm se tornado cada vez mais tensas nos últimos dias. Trump pediu que Zelensky fosse substituído depois que o líder ucraniano criticou um acordo americano que permite a entrada de mais diesel russo nos mercados mundiais.
Folha de Pernambuco