Trump não considera extensão do cessar-fogo com o Irã avaliando que próxima negociação será última

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não está considerando estender o cessar-fogo com o Irã, que irá expirar na próxima segunda-feira (21). Em entrevista à ABC News, ele confirmou essa informação.

A avaliação do presidente americano surge após o anúncio de uma possível segunda rodada de negociações entre Washington e Teerã, com mediação do Paquistão, nesta semana ou no início da próxima.

'Pode terminar bem ou mal, mas acho que um acordo é melhor porque assim eles podem se reconstruir', sugeriu Trump.

Anteriormente, em outra entrevista, Trump afirmou à Fox News que considerava que guerra no Oriente Médio estava 'praticamente terminada'.

'Acho que está perto do fim. Sim. Quer dizer, considero que está muito perto do fim' disse.

O presidente também afirmou que o Irã levaria duas décadas para se reconstruir se os EUA se retirassem agora.

'Se eu abandonasse tudo agora, eles levariam 20 anos para reconstruir aquele país. E nós ainda não terminamos, mas veremos o que acontece. Acho que eles querem muito fechar um acordo'.

Negociações entre EUA e Irã

Destruição de universidade Sharif, no Irã.

Reprodução

Representantes dos Estados Unidos e do Irã podem se reunir até esta quinta-feira (16) para uma nova rodada de negociações sobre o fim da guerra.

O presidente Donald Trump disse que o encontro poderia ocorrer nos próximos dois dias no Paquistão. O objetivo diplomático é fechar um acordo antes do fim do cessar-fogo de duas semanas, que expira na terça-feira.

Enquanto isso, os militares americanos afirmam ter paralisado completamente o comércio econômico de entrada e saída do Irã por via marítima, com o bloqueio no Estreio de Ormuz.

Segundo a agência iraniana Fars News, o porta-voz do governo disse que avaliações preliminares estimam os danos causados pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã em cerca de 270 bilhões de dólares.

Nessa terça (14), o FMI alertou que a guerra no Irã vai desacelerar o crescimento econômico global, pressionar a inflação e aumentar o risco de uma recessão. O economista-chefe do Fundo avaliou que a guerra e o fechamento do Estreito de Ormuz já trouxeram mais impactos no mercado global de energia do que a crise do petróleo de 1973.

No caso do Brasil, segundo o relatório, a guerra deve ter um efeito positivo para a economia em 2026, especialmente porque o país produz e exporta petróleo. E, com isso, arrecada mais dólares.

O FMI aumentou a projeção de crescimento brasileiro em 2026 de 1,6% para 1,9% e ressaltou que o país é um grande produtor de energias renováveis e isso atenua os efeitos da alta do petróleo.

Nessa terça-feira (14), o dólar teve a quinta queda seguida e fechou abaixo de cinco reais pelo segundo dia consecutivo.

O Ibovespa voltou a bater recorde e está perto de quebrar a barreira dos 200 mil pontos.