Trump ironiza Macron por não participar da guerra e cita 'soco' da esposa; francês pede 'seriedade'

 

Fonte:


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, debochou do presidente francês, Emmanuel Macron, e da sua esposa, Brigitte Macron, após criticar diversos líderes da OTAN por não participar da guerra contra o Irã.

Em um momento que falava de diversos países, Trump comentou da França e disse:

'Macron, cuja esposa o trata extremamente mal, ainda está se recuperando do soco que levou no queixo', disse.

Trump faz ameaças ao Irã e diz que vai fazer país 'voltar à Idade da Pedra, onde eles pertencem'

Irã defende que não reiniciou e nem vai enriquecer urânio para construir bombar atômica

O vídeo foi brevemente publicado no canal do YouTube da Casa Branca, que posteriormente bloqueou o acesso.

Initial plugin text

Do outro lado, Macron declarou que as falas não foram elegantes para um chefe de estado. Ele complementou:

'Precisamos ser sérios. Quando queremos ser sérios, não dizemos todos os dias o oposto do que dissemos no dia anterior'.

Trump se referia a um vídeo viral de maio que mostrava Brigitte Macron colocando as duas mãos no rosto do presidente francês, em um gesto que parecia ser um tapa. Na época, a primeira-dama e o presidente disseram que se tratava de uma discussão de casal.

A classe política francesa reagiu com indignação a esta declaração do presidente americano.

Trump continuou e afirmou que disse ao presidente francês que 'adoria ter alguma ajuda no Golfo, embora estejamos batendo recordes em eliminar pessoas más e derrubar mísseis balísticos'.

'Adoraríamos ter alguma ajuda. Se possível, poderia enviar navios imediatamente, por favor?', teria questionado.

O republicano, então, imitando sotaque da França, disse que Macron respondeu que não poderia fazer isso agora: 'Podemos fazê-lo após a guerra ser vencida'.

Todas as falas ocorreram em um almoço fechado na Casa Branca, mas que vídeos foram publicados nas redes sociais.

Trump faz ameaças ao Irã e diz que vai fazer país 'voltar à Idade da Pedra, onde eles pertencem'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em pronunciamento sobre a guerra no Irã

Reprodução / TV Globo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez diversas ameaças ao Irã durante seu discurso televisionado no fim da noite dessa quarta-feira (1). Ele alertou, por exemplo, que os EUA poderiam atingir todas as usinas de energia elétrica do Irã e até insinuou ataques contra a indústria petrolífera do país caso não haja acordo entre Washington e Teerã.

'Se não houver acordo, vamos atacar cada uma de suas usinas de geração de energia elétrica, com muita força e provavelmente simultaneamente. Não atingimos o petróleo deles, embora esse seja o alvo mais fácil de todos, porque isso não lhes daria nem uma pequena chance de sobrevivência ou reconstrução. Mas poderíamos o atingir e ele acabaria, e não haveria nada que eles pudessem fazer a respeito'.

Trump também afirmou que a mudança de regime nunca foi o objetivo dos Estados Unidos no Irã. Porém, defende ele, ela ocorreu por 'morte dos líderes originais'.

Com isso, o presidente americano defendeu que os ataques seguirão por mais algumas semanas e prometeu fazer o país 'voltar à Idade da Pedra'.

'Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas, vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra, onde eles pertencem'.

Sem fazer um anúncio objetivo sobre os rumos da guerra, Trump reafirmou que o conflito vai durar mais duas ou três semanas. O presidente americano tem enfrentado uma queda na popularidade com a dos preços do petróleo e da gasolina no mercado americano.

Em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada de sexta-feira a domingo, 60% dos eleitores disseram que desaprovavam a guerra, enquanto 35% a aprovavam. Cerca de 66% dos entrevistados disseram que os Estados Unidos deveriam trabalhar para encerrar rapidamente seu envolvimento na guerra, mesmo que isso signifique não atingir as metas estabelecidas pelo governo.

Ao declarar vitória e dizer que destruiu a capacidade de Teerã realizar um ataque contra o país, Trump minimizou a alta no preço dos combustíveis e afirmou que a reabertura do Estreito de Ormuz interessa mais aos países europeus.

O presidente americano disse, porém, que após a guerra a passagem por onde circula 20% da produção mundial de petróleo “vai reabrir naturalmente”.

Donald Trump ainda classificou o novo grupo que assumiu o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei de “menos radical e mais razoável”.

O republicano fez uma ameaça e disse que, se não houver acordo, irá atingir cada uma das usinas de geração de energia iranianas.

Em resposta ao discurso de Trump, o porta-voz do Comando das Forças Armadas do Irã afirmou que a guerra vai continuar até a rendição e o arrependimento do inimigo.

Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã.

Reprodução/Nasa