Trump insinua que único ponto que precisa ter em acordo com Irã é país não ter armas nucleares
Em entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã, caso tenha interesse, pode entrar em contato com os EUA se quiser negociar.
Segundo ele, essas conversas poderiam ser presencialmente ou ligando.
'Se eles quiserem conversar, podem vir até nós ou podem nos ligar. Sabe, temos um telefone. Temos linhas telefônicas seguras e de boa qualidade', declarou nesse domingo (26).
Ele também insinuou o principal ponto de discórdia entre os dois países:
'Eles sabem o que precisa constar no acordo. É muito simples: eles não podem ter armas nucleares; caso contrário, não há motivo para se reunirem'.
Imediatamente após cancelar a viagem de seus enviados na sexta-feira, Donald Trump disse que eles não iriam 'viajar 15, 16 horas para ter uma reunião com pessoas de quem ninguém nunca ouviu falar'.
Ele acrescentou que o Irã 'ofereceu muito, mas não o suficiente'.
Ministro iraniano está na Rússia
Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã.
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, desembarcou nesta segunda-feira (27) em Moscou para se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin.
O objetivo é buscar apoio russo para as garantias de segurança exigidas por Teerã nas negociações com os Estados Unidos.
Segundo o site de notícias Axios, o Irã apresentou uma nova proposta aos Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar a guerra.
A nova proposta teria sido apresentada por meio de mediadores paquistaneses e partiria de um cessar-fogo prorrogado por um longo período ou do fim permanente da guerra. Segundo a proposta, as negociações nucleares só começariam em uma fase posterior, após a abertura do estreito e o levantamento do bloqueio.
O presidente Donald Trump já sinalizou que deseja manter o bloqueio naval.
À Fox News, o republicano disse que está sufocando as exportações de petróleo do Irã, na esperança de que isso leve Teerã a ceder nas próximas semanas.
O fim de semana foi marcado por mais uma tentativa frustrada de negociação para o fim da guerra.
Nesse domingo (26), ataques israelenses mataram 14 pessoas no sul do Líbano, o dia mais sangrento desde a trégua paralela entre Israel e o Hezbollah.
Por causa do impasse entre Estados Unidos e Irã, o preço do petróleo abriu a semana em alta.
O barril do tipo Brent, referência internacional da commoditie, voltou a ser vendido acima de 100 dólares.
