Trump, Gates, Musk e Clinton: Epstein tinha ‘poderosa’ rede de conexões com figuras mais influentes do planeta; entenda

 

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A divulgação de milhões de páginas relacionadas a Jeffrey Epstein reacendeu um debate que ultrapassa o escândalo criminal: como um homem condenado por exploração sexual conseguiu manter acesso a algumas das figuras mais poderosas do planeta? Registros de voos, e-mails, doações e encontros revelam uma rede que misturava política, realeza, filantropia, Wall Street e Vale do Silício.

Estar citado nos documentos não significa envolvimento em crimes — ponto reiterado por autoridades americanas. Ainda assim, a lista de nomes que orbitavam Epstein ajuda a dimensionar o alcance de sua influência.

Política e realeza

Andrew Mountbatten-Windsor (ex-Duque de York)

O irmão do rei Charles III foi acusado por Virginia Giuffre de abuso sexual quando ela tinha 17 anos. Andrew sempre negou as acusações, mas fechou acordo extrajudicial em 2022, sem admitir culpa.

Em 2025, Charles III iniciou processo formal para retirar seus títulos, incluindo:

• Príncipe

• Duque de York

• Conde de Inverness

• Barão Killyleagh

Ele também perdeu o tratamento de “Sua Alteza Real” e honrarias como a Ordem da Jarreteira. Continua, porém, na linha de sucessão.

Uma foto divulgada em 2011 — na qual Andrew aparece ao lado de Giuffre, com Ghislaine Maxwell ao fundo — tornou-se símbolo do escândalo.

Bill Clinton

O ex-presidente dos Estados Unidos aparece em registros de voo do jato de Epstein, o chamado “Lolita Express”. Clinton afirmou que cortou relações antes da prisão de 2019 e disse não ter conhecimento dos crimes. Nunca foi acusado formalmente.

Donald Trump

O atual presidente dos EUA já admitiu ter conhecido Epstein nos anos 1990. Declarou que rompeu relações antes da condenação de 2008 e nega qualquer envolvimento nas atividades criminosas. Seu nome aparece em registros de contato social.

Alexander Acosta

Ex-procurador federal da Flórida e ex-secretário do Trabalho no governo Trump, é figura central na controvérsia judicial do caso.

Foi Acosta quem, em 2008, negociou o acordo de não persecução que permitiu a Epstein cumprir pena reduzida após admitir crimes relacionados à prostituição de menor. O acordo impediu acusações federais mais amplas e concedeu imunidade a possíveis cúmplices.

O entendimento foi posteriormente alvo de fortes críticas e considerado excessivamente brando. Em 2019, após a reabertura do caso e nova prisão de Epstein, Acosta renunciou ao cargo de secretário do Trabalho.

Ele sempre defendeu que o acordo seguiu os parâmetros legais da época.

Bilionários e empresários

Elon Musk

O CEO da Tesla e da SpaceX reconheceu que encontrou Epstein brevemente. Disse que recusou convites posteriores e nega qualquer proximidade ou envolvimento. Não há acusações formais contra ele.

Bill Gates

O fundador da Microsoft confirmou reuniões com Epstein entre 2011 e 2014, afirmando que os encontros tinham foco filantrópico. Posteriormente classificou como “erro” manter contato após a condenação de 2008. Não há indícios de envolvimento criminal.

Leslie Wexner

Fundador da L Brands (Victoria’s Secret), foi o principal cliente financeiro de Epstein durante anos. Concedeu poderes amplos de gestão patrimonial ao financista. Posteriormente declarou ter sido enganado e rompeu relações. Nunca foi acusado criminalmente.

Alan Dershowitz

Professor emérito de Harvard e advogado de defesa de Epstein. Foi citado em ações movidas por Virginia Giuffre, mas negou as acusações. Parte das alegações foi retirada ou arquivada. Sustenta que nunca participou de qualquer atividade ilegal.

O que dizem as investigações

• A maioria dos nomes citados não responde a acusações formais ligadas aos crimes de Epstein.

• Autoridades reforçam que aparecer em registros de voo ou agendas não implica participação em ilegalidades.

• Parte dos arquivos contém contatos sociais, convites e registros administrativos.

Jeffrey Epstein morreu em 2019, em uma prisão de Nova York, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. A morte foi oficialmente classificada como suicídio, mas segue alimentando teorias e disputas políticas.