Trump exige que países do Oriente Médio se juntem aos Acordos de Abraão para acordo com Irã; entenda

Trump exige que países do Oriente Médio se juntem aos Acordos de Abraão para acordo com Irã; entenda

 

Fonte: Bandeira



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nas redes sociais nesta segunda-feira (25) uma exigência para que os países do Oriente Médio adentrem aos Acordos de Abraão.

Quase como uma ordem, o republicano afirmou:

'Exijo, de forma obrigatória, que todos os países assinem imediatamente os Acordos de Abraão', completando que seria 'especial' o Irã também participar.

Numa longa publicação, Trump afirmou que os acordos seriam um 'documento respeitado como nenhum outro já assinado em qualquer lugar do mundo'.

'Deve começar com a assinatura imediata por parte da Arábia Saudita e do Catar, e todos os outros devem seguir o exemplo. Se não o fizerem, não devem fazer parte deste acordo, pois isso demonstra má intenção'.

'Por meio desta VERDADE, peço aos meus representantes que iniciem e concluam com sucesso o processo de adesão destes países aos já históricos Acordos de Abraão'.

Os acordos foram diversos tratados que começaram pela mediação dos Estados Unidos, através do presidente Donald Trump, em 2020, para melhorar as relações diplomáticas e de segurança entre os países do Oriente Médio, especialmente com Israel.

O nome tem relação com o patriarca entre as três religiões abraamicas, ou seja, o judaísmo, cristianismo e islamismo.

Na primeira fase, em 2020, Emirados Árabes Unidos e o Bahrein assinaram o acordo, com corroboração logo depois de Marrocos e Sudão. Outros países chegaram a demonstrar interesse na assinatura também, como o Cazaquistão.

'Os Acordos de Abraão provaram ser, para os países envolvidos (Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos, Sudão e Cazaquistão), um boom financeiro, econômico e social, mesmo durante este período de conflito e guerra, com os membros atuais jamais sequer sugerindo a saída ou mesmo uma pausa. A razão para isso é que os Acordos de Abraão foram ótimos para eles e serão ainda melhores para todos, trazendo verdadeiro poder, força e paz ao Oriente Médio pela primeira vez em 5.000 anos', continuou Trump nas redes sociais.

Irã afirma que nenhum acordo inicial com os EUA envolveria a questão nuclear

Porta-voz das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqaei.

Divulgação

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (25) que nenhum acordo inicial com os Estados Unidos abrangeria o programa nuclear iraniano.

Em vez disso, o tema seria abordado no período de 60 dias de um cessar-fogo após o acordo, que envolveria especialmente a reabertura do Estreito de Ormuz.

Segundo ele, 'é verdade que chegamos a um consenso sobre muitas questões por meio da mediação paquistanesa, mas ninguém pode afirmar que a assinatura de um acordo seja iminente'.

Em declarações posteriores, ele acrescentou que as negociações avançaram, mas que qualquer acordo iminente 'depende dos americanos', afirmando que 'há assuntos muito mais importantes para tratar'.

Baqaei também pareceu criticar o presidente dos EUA e alguns de seus principais assessores, dizendo que o Irã tinha coisas melhores para fazer do que responder a tweets americanos

'Temos assuntos muito mais importantes para tratar, e se gastarmos nosso tempo respondendo aos tweets, fotos e postagens da outra parte, não conseguiremos nos concentrar nessas prioridades'.

Do outro lado, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou em uma visita a Índia que talvez havia uma chance para um acordo 'nas próximas horas'.

Segundo ele, 'progressos significativos, embora não definitivos, foram feitos nas negociações e que o mundo não precisará mais temer que o Irã adquira armas nucleares'. Rubio disse ao India Today que a 'primeira fase' a ser abordada será a reabertura completa do Estreito.

'A segunda é que o Irã deve se engajar em negociações sérias sobre três questões: seu compromisso de nunca possuir armas nucleares, restrições de longo prazo às suas capacidades de enriquecimento e o que fazer com o urânio altamente enriquecido?'.

Trump buscou extrair mais concessões do Irã do que as previstas no acordo de 2015, firmado durante o governo Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente sob o governo do presidente Trump.

Trump anuncia Marco Rubio como secretário de Estado dos EUA

Reprodução/Redes Sociais