Trump exige que Harvard pague acordo de US$ 1 bilhão: 'não quero mais nenhum contato'

 

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou os ataques contra a Universidade de Harvard e exigiu que a instituição pague um acordo de 1 bilhão US$ por danos.

Trump e aliados têm investido contra uma das universidades mais conhecidas do mundo desde que estudantes promoveram uma série de manifestações no campus em defesa dos palestinos contra os ataques de Israel na Faixa de Gaza.

Harvard vive uma batalha judicial com o governo Trump para restabelecer mais de 2,5 bilhões US$ em financiamentos federais congelados no ano passado.

O presidente americano alega que a instituição falhou no combate ao antissemitismo, enquanto Harvard argumenta que os cortes são uma retaliação política ilegal e um ataque à liberdade acadêmica.

Na rede Truth Social, Trump afirmou que, após o pagamento de um bilhão de dólares, não quer mais nenhum contato com a universidade no futuro.

A ameaça de rompimento e a exigência da multa bilionária foram feitas após uma reportagem do New York Times afirmar que Trump teria recuado de um pagamento de 200 milhões de dólares para resolver o conflito com o governo.

Segundo a reportagem do jornal, o presidente americano abriria mão do dinheiro em caso de um acordo para resolver as alegações de que funcionários da universidade lidaram mal com o antissemitismo.

Até então, Trump vinha pressionando Harvard a pagar uma indenização de 500 milhões de dólares.

Em setembro, um juiz federal decidiu a favor de Harvard, restaurando mais de 2 bilhões de dólares em financiamento federal para pesquisas que haviam sido congelados pela Casa Branca. O governo recorre dessa decisão.

Desde então, o governo Trump tem buscado formas de pressionar a instituição e ameaçando cortar verbas para pesquisa.

A crítica principal do governo Trump é de que as universidades permitiram atos contra judeus durante protestos estudantis pró-Palestina em 2024. Associações judaicas americanas registraram 1,4 mil atos antissemitas desde os ataques de 7 de outubro do grupo terrorista Hamas. Na carta enviada para Harvard, o governo exigiu que a universidade proíba a admissão de estudantes estrangeiros que, segundo as autoridades, seriam “hostis” aos valores americanos, incluindo apoiadores do terrorismo e do antissemitismo; reformule cursos que o governo considera ter histórico antissemita; dê mais poder à polícia do campus; proíba o uso de máscaras.

Mas o governo também foi além e exigiu que Harvard: encerre programas de diversidade, igualdade e inclusão; entregue informações sobre quais alunos são aceitos e quais professores são contratados; permita auditorias dos departamentos de ensino.