Trump está próximo de autorizar guerra com Irã, que pode começar em breve, diz imprensa americana

 

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O governo dos Estados Unidos está cada vez mais próximo e na tendência de começar uma guerra contra o Irã. E a incursão militar, inclusive, pode começar em breve, já que há poucas chances de um acordo entre os dois países nas negociações.

As informações são do site de notícias Axios, focado nos bastidores políticos americanos.

Uma operação militar dos EUA no Irã provavelmente seria uma campanha massiva, com duração de semanas, que se assemelharia mais a uma guerra em grande escala do que à operação pontual do mês passado na Venezuela, de acordo com o veículo.

A campanha não seria apenas americana, mas envolveria reforço de Israel. E teria um escopo maior do que a guerra de junho de 2025. Na ocasião, o governo Trump apareceu apenas para atacar as bases nucleares iranianas.

No início de janeiro, o republicano quase ordenou um ataque devido ao assassinato de milhares de manifestantes pelo regime. Mas, quando a janela de oportunidade se fechou, o governo mudou para uma abordagem de duas frentes: negociações nucleares junto de um enorme reforço militar.

Os assessores de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, se reuniram com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, durante três horas em Genebra, nessa terça-feira (17).

Embora ambos os lados tenham afirmado que as negociações 'apresentaram progresso', as divergências são grandes e as autoridades americanas não estão otimistas quanto à possibilidade de superá-las.

O vice-presidente americano JD Vance disse à Fox News que as negociações 'correram bem' em alguns aspectos, mas 'em outros, ficou muito claro que o presidente estabeleceu algumas linhas vermelhas que os iranianos ainda não estão dispostos a reconhecer e a aceitar'.

A frota militar de Trump no Oriente Médio agora inclui dois porta-aviões, uma dúzia de navios de guerra, centenas de caças e múltiplos sistemas de defesa aérea. Parte desse poder de fogo ainda está a caminho.

Mais de 150 voos de carga militar dos EUA transportaram sistemas de armas e munições para o Oriente Médio. Somente nas últimas 24 horas, outros 50 caças (entre eles F-35, F-22 e F-16) foram enviados para a região.

Irã anuncia fechamento parcial do Estreito de Ormuz para a realização de exercícios militares

Estreito de Ormuz.

Reprodução

O Irã anunciou o fechamento parcial do Estreito de Ormuz para a realização de exercícios militares na região. O trecho é uma das mais importantes rotas marítimas de transporte de petróleo e gás do mundo. A medida, comunicada na TV estatal iraniana, ocorre em meio às negociações com os Estados Unidos, em Genebra, sobre o programa nuclear do país.

O governo de Donald Trump exige que um acordo seja firmado para encerrar o enriquecimento de urânio e a produção de armas nucleares pelo regime do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em troca, o Republicano colocaria fim às sanções à economia iraniana, que enfrenta uma forte crise. Diversos protestos ocorreram no país, nas últimas semanas, por causa da desvalorização da moeda local. No período de um ano, o preço dos alimentos registrou um aumento médio de 72%

Mais cedo, após o fim da segunda rodada de negociações, o ministro das Relações Exteriores do regime Teerã declarou que as conversas com os representantes do governo norte-americano foram construtivas. Ele disse que foram acordadas as "linhas gerais" para um pacto. As autoridades iranianas, no entanto, informaram que ainda não há uma data para continuar o diálogo.

Enquanto isso, ambos os países aumentaram a presença militar no Estreito de Ormuz. Os EUA anunciaram o envio do porta-aviões USS Gerald Ford, o maior da Marinha americana, em meio às especulações de um possível ataque ao Irã caso as negociações não resultem em um compromisso.

Antes do anúncio do fechamento da região, Khamenei advertiu que as tentativas dos EUA de derrubarem o governo vão fracassar. Ele também afirmou que o país vai sofrer consequências caso decidam atacar a nação persa.

Até o momento, o governo Trump não se pronunciou sobre a percepção das negociações.